Anitta lança o álbum “EQUILIBRIVM II” acompanhado de curta-metragem e celebra a cultura brasileira. Assista

A cantora Anitta disponibilizou o seu nono disco de estúdio, intitulado “EQUILIBRIVM II”. O trabalho dá sequência ao projeto apresentado originalmente em abril de 2026, retomando temáticas voltadas à ancestralidade, ao amor e à espiritualidade. Para acompanhar as composições, foi produzido um curta-metragem musical concebido pelo time da Ginga Pictures, com direção de Felipe Britto, Mel Chapaval, Felipe Sassi, Nico Mascarenhas e direção criativa de Nídia Aranha.

O projeto reúne parcerias com nomes consagrados e novos expoentes da música nacional, incluindo Maria Bethânia, Alceu Valença, Mart’nália, MC Tha, Alexandre Carlo, Mestrinho, King Saints, Los Brasileros, Katú Mirim, Letícia Fialho, Brô MC’s, Kbrum e o Grupo Ofá. Em suas reflexões sobre a obra, a intérprete destacou que colocou sua visão de mundo, aspectos autobiográficos e sua religiosidade nas faixas, ressaltando o cuidado e a intenção empregados nas escolhas musicais e visuais.

Diversidade de ritmos e reflexões religiosas
A sonoridade do álbum navega por gêneros variados da cultura nacional, como samba, bossa nova, reggae, forró e funk. A faixa de abertura, “Você Já Sabe”, produzida pelo trio Los Brasileros, une elementos percussivos de matriz africana ao funk carioca. O integrante Pedro Dash destacou que a composição foi pensada desde o início para abrir os shows ou o disco da artista.

A temática religiosa e cultural segue em outras faixas do repertório:
Inovações e parcerias no reggae e forró: A canção “Sem Pressa”, gravada com MC Tha ao ritmo do Ijexá, aborda a desaceleração do cotidiano. Em “Abre Caminho”, gravada em parceria com Alexandre Carlo, o reggae ganha tom dançante para falar sobre a liberdade nos relacionamentos. Carlo destacou sua satisfação em participar de um trabalho que carrega mensagens que ele defende há três décadas. No forró, a música “Não Me Cutuca” traz a participação de Alceu Valença, que comemorou a colaboração bem-humorada gravada em Salvador durante a época festiva do São João.

Manifestações de fé e devoção: A faixa “Eu Não Sou Santa”, em parceria com o sanfoneiro Mestrinho, homenageia Nossa Senhora Aparecida. Anitta ressaltou a ligação afetiva da música com o histórico de sua própria família. Já em “Ogum Me Rodeia”, a cantora divide os vocais com Letícia Fialho e conta com a participação de Maria Bethânia declamando versos em homenagem à entidade. Bethânia declarou sua alegria em atender ao convite para proferir mensagens no projeto.

Resgate de tradições e brasilidade: No samba-pop “Feitiço”, a obra conta com a voz de Mart’nália e amostragem da composição de J. B. de Carvalho. Na faixa “Contemplação”, a parceria foi firmada com o Grupo Ofá, do Terreiro do Gantois, trazendo versos na língua iorubá. O produtor Julio Feijuca e o integrante Iuri Passos ressaltaram a entrega vocal da cantora e a oportunidade de propagar a música dos terreiros para um público amplo.

Ancestralidade e identidade dos povos originários
O álbum também reserva espaço para narrativas sobre a transmissão de saberes e a resistência indígena. Em “Deus Mãe”, interpretada com King Saints, a letra aborda a maternidade e a transmissão da força feminina entre gerações.

Na faixa de encerramento, “OKE”, a sonoridade do funk e da música eletrônica junta-se ao rap do grupo Brô MC’s e aos vocais da rapper Katú Mirim. Katú reforçou que a parceria representa um chamado de reconexão com a terra e o conhecimento ancestral, enquanto Bruno VN, do grupo Brô MC’s, pontuou que o trabalho fortalece a visibilidade dos artistas indígenas do Mato Grosso do Sul. O produtor Carlos do Complexo explicou que a faixa combina instrumentos como flauta, ritmos eletrônicos e funk em ritmo acelerado.

Expressão corporal, vulnerabilidade e estética visual
As ritmadas “Sal Grosso”, gravada com o cantor Kbrum, e “Divino Sexual” exploram a dança e o movimento do corpo como caminhos de elevação espiritual e libertação, com influências do ragga, dancehall e conceitos da filosofia tântrica. A faixa “Ponta do Pé” busca referências no samba de gafieira.

A dimensão afetiva do disco ganha contornos confessionais nas faixas “Azul”, reinterpretação em espanhol da obra de Djavan, “Pra Você Gostar de Mim”, bossa nova inspirada na trajetória da artista Carmen Miranda, e “Respira”, samba com tradução assinada pela própria Anitta que expõe barreiras enfrentadas por mulheres no mercado da música.

No curta-metragem, os figurinos assinados pelos stylists Daniel Ueda e André Philipe priorizaram a produção de estilistas e marcas nacionais de diversas regiões do país. A narrativa visual conta com encenações dramáticas e participações de personalidades como o antropólogo Pai Rodney William Eugenio, a escritora Elisa Lucinda, os atores Valéria Barcellos, Mac Suara, Thai de Melo e Jorge Guerreiro, que interpreta Exu na cena final gravada sobre estruturas inspiradas nas obras do artista Zé Diabo.

Relação de faixas do álbum
Você Já Sabe (com Los Brasileros)

Sal Grosso (com Kbrum)

Não Me Cutuca (com Alceu Valença)

Eu Não Sou Santa (com Mestrinho)

Feitiço (com Mart’nália)

Ponta do Pé

Abre Caminho (com Alexandre Carlo)

Tudo Isso

Sem Pressa (com MC Tha)

Deus Mãe (com King Saints)

Ogum Me Rodeia (com Maria Bethânia e Letícia Fialho)

Contemplação (com Grupo Ofá)

Pra Você Gostar de Mim

Divino Sexual

Azul

Respira

OKE (com Brô MC’s e Katú Mirim)
Com informações da Assessoria de Comunicação da cantora Anitta.

Assista:

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