GRNEWS TV: O erro que muitos tutores de cães e gatos cometem e que coloca toda a família em risco
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Oscar Leitão, médico-veterinário e Referência Técnica do Centro de Controle de Zoonoses São Francisco de Assis (CCZ), explicou que a vacinação de cães e gatos contra a raiva vai muito além da proteção dos animais de estimação. Ela representa uma das medidas mais importantes para preservar também a saúde da população. Isso porque a raiva é uma doença praticamente 100% letal, tanto para os animais quanto para os seres humanos, tornando a prevenção a principal arma contra o vírus.
Vacinação dos animais impede que o vírus chegue às pessoas
Diferentemente de outras doenças, a vacina antirrábica não faz parte da rotina de imunização da população. Em pessoas, ela é aplicada apenas após situações de risco, como mordidas ou arranhões provocados por animais suspeitos de contaminação. Nesses casos, o tratamento inclui vacina e, quando necessário, o uso de soro antirrábico para impedir o desenvolvimento da doença.
Por esse motivo, especialistas reforçam que a melhor estratégia é interromper a circulação do vírus na origem, mantendo cães, gatos e também animais herbívoros devidamente imunizados. Ao vacinar os pets, os tutores criam uma barreira sanitária que reduz significativamente o risco de transmissão para os seres humanos.
Queda na cobertura vacinal preocupa autoridades de saúde
Outro desafio enfrentado pelos serviços de saúde é a redução da procura pelas vacinas, reflexo do crescimento da desinformação e do movimento antivacina após a pandemia. Essa queda também tem sido percebida entre os animais de estimação, exigindo novas estratégias para ampliar a cobertura vacinal.
Além da raiva, especialistas alertam que a baixa adesão às campanhas de vacinação favorece o retorno de doenças que estavam controladas, reforçando a importância de manter o calendário vacinal em dia tanto para pessoas quanto para os animais.
Estratégias facilitam vacinação na zona rural e urbana
Nas áreas rurais, equipes passaram a adotar ações mais próximas da população, incluindo atendimento itinerante e vacinação em locais de difícil acesso. A iniciativa facilitou o atendimento de propriedades com grande número de animais e ajudou a elevar a quantidade de pets imunizados.
Na zona urbana, a prioridade continua sendo a instalação de postos em Unidades Básicas de Saúde, que oferecem melhores condições para conservar corretamente as vacinas, garantindo sua eficácia durante toda a campanha. O manejo adequado dos animais durante o transporte e a vacinação também é essencial para assegurar o bem-estar dos pets e a segurança dos profissionais envolvidos.
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