“Como um agente vai proteger a população sem estar armado?” Ex-comandante cobra reforço para a Guarda Civil Municipal de Pará de Minas

Ex-comandante da GCM defende armamento, mais estrutura e investimentos para garantir segurança dos agentes e da população

A necessidade de fortalecer a Guarda Civil Municipal (GCM) de Pará de Minas voltou ao centro dos debates na Câmara Municipal. Durante a 25ª Reunião Ordinária, realizada ontem (7), o ex-comandante da corporação, Moacir Geraldo de Souza, utilizou a tribuna do Legislativo para defender mais investimentos, estrutura, treinamento e o armamento dos agentes, argumentando que a realidade da segurança pública no município exige uma atuação cada vez mais preparada.

O requerimento de urgência para sua participação foi aprovado pelos vereadores antes do pronunciamento.

Com experiência adquirida no comando da Guarda Municipal de Pará de Minas e também da Guarda de Nova Serrana, Moacir afirmou que hoje observa a instituição sob uma nova perspectiva, como cidadão.

Segundo ele, a corporação perdeu espaço ao longo dos anos e precisa ser fortalecida para acompanhar os desafios atuais da segurança pública.

Armamento é apontado como prioridade
Durante sua manifestação, Moacir defendeu que a Guarda Civil Municipal receba armamento adequado e treinamento permanente para enfrentar ocorrências cada vez mais complexas.

Ele lembrou que Pará de Minas possui unidade prisional, registra atuação de integrantes de facções criminosas e que, ao longo dos anos, a Guarda já participou de ocorrências envolvendo armas, tráfico de drogas e outras situações de alto risco.

Na avaliação do ex-comandante, não é possível exigir que os agentes atuem em defesa da população sem oferecer os meios necessários para sua própria proteção.

“A Guarda não quer substituir a Polícia Militar”
Moacir fez questão de esclarecer que sua defesa pelo fortalecimento da Guarda não representa disputa de espaço com outras forças de segurança.

Segundo ele, a Polícia Militar possui papel consolidado e centenário, enquanto a Guarda tem competências próprias previstas em lei:

Moacir Geraldo de Souza
gcmmoacirest1


Estrutura ainda apresenta desafios
Além do armamento, Moacir afirmou que ainda existem diversas etapas necessárias para consolidar a Guarda Municipal.

Entre elas, citou a necessidade de aperfeiçoar o plano de cargos, carreira e vencimentos, ampliar a estrutura física da corporação, criar espaços apropriados para armazenamento de armamentos e fortalecer o planejamento estratégico da segurança pública municipal.

Ele também defendeu a criação de uma Secretaria Municipal de Segurança Pública, capaz de estruturar projetos e buscar recursos junto ao Governo Federal, especialmente por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Na avaliação do ex-comandante, municípios que possuem planejamento conseguem captar verbas importantes para modernização das guardas municipais.

Segurança dos agentes também precisa ser prioridade
Ao encerrar sua fala, Moacir reforçou que proteger os guardas municipais significa proteger toda a população.

Segundo ele, o Executivo Municipal precisa ampliar o olhar sobre a corporação e garantir melhores condições de trabalho para que os agentes possam exercer suas funções com segurança e eficiência:

Moacir Geraldo de Souza
gcmmoacirarm1

Projetos foram aprovados antes do recesso parlamentar
Além do pronunciamento, a Câmara Municipal aprovou importantes matérias durante a 25ª Reunião Ordinária.

Os vereadores aprovaram, em duas votações e por unanimidade (16 votos a 0), o Projeto de Lei Complementar nº 08/2026, que altera o Plano Diretor do Município, e o Projeto de Lei Ordinária nº 32/2026, que autoriza a desafetação de área verde e de área de via pública.

Também foi aprovado, por 16 votos favoráveis e com uma emenda, o Projeto de Lei nº 50/2026, que atualiza a legislação do Conselho Municipal de Política Urbana.

Já o Projeto de Resolução nº 04/2026, que altera a estrutura da Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal, após já ter recebido dois pedidos de vista, foi aprovado apenas em primeira votação, por 9 votos a 8, . A segunda votação ficou para a próxima reunião do Legislativo.

A sessão desta terça-feira marcou ainda o encerramento das atividades parlamentares antes do recesso legislativo, previsto para o período de 10 de julho a 10 de agosto.

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