GRNEWS TV: Incêndios florestais ameaçam água, moradias e serras em Pará de Minas

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Edson Cecílio Silva, responsável pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Pará de Minas, afirmou que o combate às queimadas começa muito antes do surgimento das chamas. Essa é a principal mensagem reforçada pelas autoridades que atuam na construção do Plano Local de Ação Climática (PLAC), documento elaborado com a participação de diversos órgãos públicos, comunidades rurais e da Câmara Municipal para ampliar as ações preventivas no município.

Embora o seminário “Juntos Contra as Queimadas”, realizado em 2025, possa não acontecer neste ano, os ensinamentos continuam sendo colocados em prática. Durante a elaboração do plano, moradores de diferentes comunidades apresentaram suas preocupações, principalmente em relação aos incêndios florestais. As informações coletadas serviram para fortalecer estratégias de conscientização, levando orientação às escolas, aos produtores rurais e à população em geral, com foco na mudança de comportamento e na preservação ambiental.

Grande extensão territorial dificulta o combate
Pará de Minas possui uma extensa área territorial, enquanto a parte urbana representa apenas uma pequena parcela do município. Além disso, são centenas de quilômetros de estradas rurais que dão acesso às comunidades e propriedades, tornando o deslocamento das equipes mais complexo durante ocorrências de incêndio.

O relevo também aumenta os desafios. Em muitas áreas existem serras e terrenos de difícil acesso, o que exige planejamento, atuação integrada e apoio de brigadistas, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil e voluntários.

Fogo compromete rios e abastecimento
Os prejuízos das queimadas vão muito além da destruição da vegetação. Quando o fogo elimina a cobertura do solo, aumenta o risco de erosão durante o período chuvoso. A terra é carregada para córregos e rios, provocando assoreamento e reduzindo a capacidade dos mananciais.

Esse cenário preocupa especialmente em relação ao Ribeirão Paciência, principal fonte de abastecimento de Pará de Minas. A degradação das matas ciliares pode comprometer a disponibilidade de água para toda a população.

Risco também envolve deslizamento de rochas
Estudos do Serviço Geológico do Brasil identificaram áreas como as serras de Santa Cruz, das Torres e do Andaime com grandes blocos de rochas. A perda da vegetação causada pelas queimadas pode favorecer o deslocamento dessas pedras, aumentando o risco para moradores e áreas urbanas próximas.

Por isso, especialistas defendem que investir em prevenção é a medida mais eficiente para reduzir prejuízos ambientais, proteger vidas e preservar os recursos naturais do município.

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