Vacinação contra a brucelose em Minas entra na reta final com evolução nos índices de cobertura
O calendário sanitário para a pecuária de Minas Gerais está em contagem regressiva, restando pouco menos de duas semanas para o fechamento da etapa inicial de imunização contra a brucelose. Os pecuaristas do estado têm até o dia 30 de junho para vacinar obrigatoriamente todas as bezerras bovinas e bubalinas que estejam na faixa etária de 3 a 8 meses. Contudo, o compromisso não termina na aplicação: a comprovação do procedimento junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é igualmente mandatória e precisa ser efetuada até o dia 10 de julho. A negligência com esses prazos compromete a regularidade do imóvel rural.
Avanço nos indicadores de cobertura vacinal
Os resultados consolidados apontam para uma evolução constante na consciência sanitária do produtor mineiro. Durante o ciclo de 2025, o estado contabilizou a proteção de mais de 2,1 milhões de fêmeas jovens, o que elevou o índice de cobertura vacinal para 84%. Esse desempenho supera o patamar de 80% que havia sido atingido no ano de 2024. O monitoramento contínuo e a identificação precisa dos animais que atingem a idade recomendada são apontados pela coordenação estadual do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) como pilares simples, mas fundamentais, para salvaguardar o futuro das fazendas.
Impactos econômicos e barreiras na produção de alimentos
A presença da brucelose em um plantel desencadeia falhas reprodutivas severas, abortamentos e uma consequente redução na taxa de fertilidade, além de gerar filhotes fracos e derrubar os índices produtivos. No longo prazo, a enfermidade dificulta a reposição de matrizes e corrói a rentabilidade do negócio. Os reflexos negativos atingem também os produtores de queijos artesanais, uma vez que a legislação exige que a matéria-prima seja oriunda exclusivamente de propriedades com certificação oficial de ausência de brucelose e tuberculose, documento este emitido pelo IMA com respaldo em todo o território nacional.
Alerta para a saúde pública e prevenção humana
Por se tratar de uma zoonose, a patologia representa um risco direto para os seres humanos por meio do contágio vindo dos animais. A erradicação nas fazendas é o primeiro passo para garantir itens alimentícios seguros no mercado. Para a população em geral, as principais orientações de segurança contra a infecção humana incluem o consumo estrito de leite que tenha passado por fervura ou pasteurização, além da escolha de derivados de origem animal que possuam procedência e inspeção garantidas.
Protocolos técnicos de aplicação e identificação dos animais
Devido às particularidades da vacina, a imunização não pode ser feita sem o acompanhamento de um médico-veterinário devidamente registrado no IMA. É este profissional quem prescreve a receita para a aquisição do insumo e assina o laudo de vacinação. O processo exige ainda que as bezerras recebam uma marca permanente na bochecha esquerda. Caso recebam a vacina B19, grava-se o dígito final do ano corrente — que em 2026 é representado pelo número “6”. Se a opção for pela vacina RB51, a marcação deve ser a letra “V”. Adicionalmente, diante de qualquer indício clínico da doença, o produtor deve acionar um veterinário habilitado para exames e, em caso de resultado positivo, a notificação ao órgão de defesa agropecuária é obrigatória para que as providências sanitárias sejam iniciadas. Com informações da Agência Minas

