Força da pecuária e faturamento recorde consolidam o protagonismo do campo em Minas Gerais
O agronegócio de Minas Gerais alcançou patamares históricos ao longo do último ano. Impulsionado pelo excelente momento do mercado de proteínas animais e pela valorização de culturas tradicionais, o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do estado fechou o balanço com o montante recorde de R$ 167,8 bilhões, o que representa uma expansão de 13,5% na comparação direta com o ciclo anterior. O indicador, calculado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária com base em levantamentos de órgãos como IBGE, Conab e Cepea/USP, reflete a estimativa do faturamento bruto obtido pelos produtores com as vendas no campo.
Esse diagnóstico detalhado integra o recém-divulgado Relatório Executivo do Agronegócio de Minas Gerais, desenvolvido pelo Governo de Minas por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O estudo monitora o desempenho e a relevância nacional de atividades que vão desde grandes culturas de grãos, silvicultura de eucalipto, fruticultura e hortaliças até diferentes vertentes da pecuária e da agroindústria de cana-de-açúcar.
Proteína animal lidera a geração de renda no meio rural
A cadeia de carnes despontou como um dos grandes motores da economia rural do estado. A bovinocultura de corte foi o principal destaque do segmento, atingindo um faturamento bruto de R$ 18,1 bilhões, índice 14% superior ao apurado no balanço anterior.
De acordo com Maíra Ferman, assessora técnica da Seapa, esse avanço não ficou restrito aos bovinos. Os setores de suinocultura e de avicultura de corte também exibiram resultados consistentes para atender à crescente busca global por proteínas. A especialista aponta que essa engrenagem produtiva evidencia a eficiência e a diversificação do setor, desempenhando um papel estratégico para a sustentação financeira do ambiente rural.
O reflexo dessa eficiência interna foi sentido diretamente nas exportações. As vendas externas de carne bovina injetaram US$ 1,39 bilhão na economia mineira, crescendo 22,4% no comparativo anual. O avanço ocorreu em meio a um cenário internacional altamente favorável, no qual o Brasil se consolidou como o maior produtor global de carne bovina — ultrapassando os Estados Unidos de forma inédita — e garantiu o acesso a 19 novos mercados compradores para o produto e seus derivados.
Cafeicultura atinge marcas inéditas com valorização global
Outro pilar decisivo para o resultado histórico do estado foi a cafeicultura. O VBP do café registrou um salto expressivo de quase 47%, alcançando a marca de R$ 58,7 bilhões. O desempenho financeiro sem precedentes da atividade foi sustentado pela forte demanda internacional e por uma expressiva alta nos preços médios da commodity no mercado global, que avançaram 60,8%.
Segundo a análise técnica da Seapa, o crescimento harmonioso entre a produção vegetal e a animal demonstra que o agronegócio de Minas Gerais tem sabido aliar ganhos de produtividade com capacidade de adaptação mercadológica, garantindo uma rota de desenvolvimento sustentável.
Financiamento e participação no cenário nacional
No campo do financiamento da produção, os produtores mineiros movimentaram um total de R$ 50,84 bilhões em desembolsos de crédito rural durante a safra correspondente. Mesmo diante de uma oscilação negativa de 4% em comparação com o ciclo anterior, o estado manteve sua posição de relevância na distribuição de recursos do país, retendo 14% de todo o montante de crédito liberado no território nacional. Com informações da Agência Minas

