GRNEWS TV: Monitoramento ambiental vira prioridade na bacia do Rio Pará e mudanças climáticas ampliam preocupação

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, José Hermano Oliveira Franco, biólogo e presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Pará (CBH-Pará), detalhou tudo sobre a Expedição Rio Pará Vivo 2026.

Comitê ampliará coleta de dados sobre qualidade e volume das águas
O avanço das mudanças climáticas e os impactos ambientais cada vez mais intensos têm reforçado a necessidade de monitoramento constante dos rios da região Centro-Oeste de Minas. Integrantes do comitê da bacia do Rio Pará destacaram que um dos próximos passos será ampliar a coleta de dados sobre qualidade e volume das águas, permitindo diagnósticos mais precisos para futuras ações de preservação.

Segundo representantes do projeto, atualmente ainda faltam informações técnicas suficientes para medir com profundidade os efeitos ambientais ao longo dos rios. A proposta é criar uma série histórica de monitoramento, acompanhando indicadores durante anos para entender o comportamento hídrico da bacia diante das alterações climáticas e do crescimento urbano.

Tecnologia pode ajudar no controle ambiental
Especialistas envolvidos nas discussões afirmam que somente é possível gerenciar problemas ambientais quando existem dados concretos. O trabalho já foi desenvolvido no Ribeirão Paciência em Pará de Minas, onde pontos de medição da qualidade da água foram implantados para acompanhar a situação ambiental, quando José Hermano Oliveira Franco era secretário municipal de Agronegócio, Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, na gestão passada.

O debate também trouxe exemplos de tecnologias modernas aplicadas em outras cidades brasileiras. Em Belo Horizonte, por exemplo, estudos avançam para utilização de equipamentos acoplados em caminhões de coleta de lixo capazes de medir a qualidade do ar em diferentes regiões da cidade. A tecnologia, segundo os especialistas, consegue eliminar interferências causadas pelos próprios resíduos transportados.

Ciência e políticas públicas precisam caminhar juntas
Para ambientalistas, a ciência já oferece respostas e ferramentas importantes para enfrentar grande parte dos problemas ambientais atuais. No entanto, a aplicação prática dessas soluções depende de investimentos, planejamento e fortalecimento das políticas públicas.

O comitê da bacia do Rio Pará informou que pretende atuar em parceria com o Instituto Mineiro de Gestão das Águas, o IGAM, órgão responsável pela política estadual de recursos hídricos. A intenção é fortalecer o monitoramento e ampliar a capacidade técnica de acompanhamento ambiental em toda a bacia.

Além da fiscalização e da coleta de dados, a meta é transformar as informações obtidas em ações concretas de preservação, recuperação de nascentes e melhoria da qualidade dos rios. A expectativa é que o monitoramento contínuo ajude municípios e autoridades a tomar decisões mais rápidas e eficientes diante dos desafios ambientais que se intensificam a cada ano.

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