GRNEWS TV: Políticas de inclusão da rede municipal em Pará de Minas vão muito além da educação especial
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Solange Mendonça, gerente, Luciane Maria da Silva, professora e psicopedagoga e Larissa Silva, psicóloga, falaram sobre as políticas de inclusão da Secretaria Municipal de Educação de Pará de Minas.
Gerência da Educação atua com psicologia, assistência social e apoio direto às escolas
A Gerência de Políticas de Inclusão da Secretaria Municipal de Educação de Pará de Minas vem ampliando sua atuação e mostrando que o trabalho de inclusão escolar vai muito além do atendimento à educação especial. O setor atua diretamente no suporte às escolas da rede municipal, oferecendo acompanhamento técnico, orientação e encaminhamentos em diversas áreas.
Representantes da equipe explicaram que o serviço existe desde 2006, quando foi criado o antigo Departamento de Educação para a Diversidade. Desde então, a estrutura evoluiu e hoje reúne profissionais de psicologia, fonoaudiologia, assistência social e psicopedagogia.
Atendimento começa a partir das escolas
Segundo a gerente Solange Mendonça, o trabalho começa quando a escola identifica dificuldades envolvendo aprendizagem, fala, comportamento, inquietude ou questões emocionais dos estudantes.
A partir dessa demanda, a gerência direciona cada caso para o profissional responsável.
Quando há sinais ligados à fala, por exemplo, a criança é encaminhada para avaliação da fonoaudiologia. Já situações relacionadas à aprendizagem, comportamento ou desenvolvimento emocional passam pelo atendimento psicológico.
Além das avaliações, as equipes também orientam famílias, professores e supervisores escolares, além de realizarem encaminhamentos clínicos quando necessário.
Serviço social atua em casos urgentes
Outro ponto destacado durante a entrevista foi a atuação do serviço social em situações de vulnerabilidade.
Casos de maus-tratos, evasão escolar, negligência, suspeita de abuso ou infrequência são acompanhados imediatamente pelas assistentes sociais da gerência.
“Quando a escola percebe alguma situação preocupante, ela aciona o serviço social, que vai até a família entender o que está acontecendo”, explicaram.
Segundo a equipe, algumas situações revelam dificuldades extremas enfrentadas pelas famílias. Um dos exemplos citados foi o de uma mãe que deixou de enviar o filho para a creche por não possuir fraldas suficientes para o trajeto até a escola.
As assistentes sociais realizam visitas frequentes, acompanham as famílias e, quando necessário, acionam Conselho Tutelar, Ministério Público, CRAS e outros órgãos competentes.
Intervenção Local amplia suporte nas escolas
Outro destaque é o serviço de Intervenção Local, criado em 2023 para atender estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e dificuldades de comportamento dentro das escolas.
O projeto é desenvolvido por psicopedagogas que atuam diretamente nas unidades escolares, buscando promover mais autonomia e independência para os estudantes.
As equipes também realizam visitas conjuntas às famílias para compreender melhor a dinâmica familiar e definir estratégias de acolhimento e acompanhamento.
A proposta da Secretaria de Educação é fortalecer o trabalho em rede, unindo educação, assistência social e saúde para garantir suporte mais amplo aos estudantes e às famílias.
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