Guia de sobrevivência em incêndios domésticos destaca a importância da autoproteção
Um estudo detalhado realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) acende um alerta sobre a segurança dentro de casa. Através do Centro Intersetorial de Pesquisas em Alterações Climáticas e Redução do Risco de Desastres (Cipard), a corporação analisou dados operacionais de 2020 a 2024, revelando que o ambiente residencial é o cenário de mais de 64% dos incêndios em edificações. A pesquisa reforça que o conhecimento de medidas simples pode ser o diferencial entre a vida e a morte em situações de emergência.
Onde e como o fogo começa
As investigações periciais indicam que os dormitórios são os locais mais vulneráveis, concentrando 45% do início das chamas, seguidos pela cozinha (21%) e pela sala (11%). Na maioria dos casos, o fogo é provocado por falhas técnicas em equipamentos, defeitos de funcionamento ou acidentes domésticos involuntários.
As principais fontes de ignição identificadas são os problemas na rede elétrica e vazamentos de gás de cozinha. O mapeamento aponta um pico de ocorrências entre as 10h e 13h, horário que coincide com o preparo das refeições, o que exige atenção redobrada com fogões e mangueiras de gás.
Perfil das vítimas e riscos específicos
No período analisado em Belo Horizonte, 256 pessoas foram vitimadas por incêndios, resultando em 14 mortes. Os dados mostram que os homens representam 57,14% das vítimas e que a população idosa, com 65 anos ou mais, é o grupo mais atingido. Esse recorte evidencia a necessidade de estratégias de prevenção focadas na proteção de pessoas com mobilidade reduzida ou maior vulnerabilidade.
Prevenção no dia a dia e antes de viajar
O CBMMG destaca que comportamentos rotineiros oferecem riscos invisíveis. O uso de carregadores de celular de baixa qualidade ou o hábito de deixar aparelhos carregando sobre camas e sofás pode iniciar incêndios rapidamente. Outras recomendações essenciais incluem:
Elétrica: evitar o uso de vários aparelhos em uma única tomada (benjamins/tês) e não utilizar extensões de forma permanente.
Cozinha: verificar sempre a validade da mangueira de gás e se ela possui o selo do Inmetro. Jamais permita que a mangueira passe por trás do forno, onde o calor é intenso.
Rotina: ao dormir, mantenha as portas internas fechadas para retardar a propagação de fumaça. Ao viajar, retire eletrônicos da tomada e feche o registro de gás.
Como agir em caso de emergência
A recomendação primordial dos bombeiros é abandonar o imóvel imediatamente ao notar o fogo. Caso a saída esteja bloqueada, a orientação é se afastar o máximo possível das chamas e buscar um cômodo seguro, mantendo a porta fechada para isolar o calor e a fumaça.
Diferente do que muitos pensam, banheiros e lavanderias não são abrigos seguros, pois a falta de ventilação aumenta o risco de asfixia. O ideal é procurar um local ventilado, manter-se próximo ao chão para respirar ar menos contaminado e sinalizar sua posição para as equipes de resgate.
Para saber mais sobre a pesquisa, acesse AQUI e assista ao episódio.
Com informações da Agência Minas


