GRNEWS TV: Sindicato aponta perda salarial de 41,83% e mobiliza trabalhadores da educação em MG por melhorias
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Rondinelli Alves, Coordenador da Subsede do Sind-Ute em Pará de Minas, falou sobre a mobilização dos trabalhadores da Educação por melhores salários e contra os ataques do Governo de MG a escola pública.
Sindicato aponta defasagem acumulada desde 2019
Rondinelli Alves explicou um dos principais pontos da mobilização da categoria. Segundo ele, o sindicato calcula que os profissionais da educação da rede estadual acumulam perda salarial de 41,83% entre 2019 e 2025.
De acordo com Rondinelli, o percentual é resultado de um cálculo que considera os reajustes do Piso Nacional Salarial dos Profissionais da Educação, definidos pelo governo federal nos últimos anos. Pela legislação, estados e municípios devem aplicar esses reajustes nas carreiras do magistério.
Cálculo envolve diferença na aplicação do reajuste
O dirigente sindical afirma que a defasagem ocorre porque, segundo a interpretação do sindicato, o governo estadual aplica os reajustes de forma proporcional à jornada de trabalho. Enquanto o piso nacional considera uma carga de 40 horas semanais, a rede estadual utiliza a referência de 24 horas, o que reduziria o percentual efetivamente aplicado.
Segundo ele, quando o governo federal estabelece, por exemplo, um reajuste de 12%, o cálculo proporcional reduziria esse percentual para cerca da metade. Com isso, parte do aumento deixaria de ser incorporada aos salários, gerando uma diferença que se acumula ao longo dos anos.
Mobilização busca recomposição salarial
Para o sindicato, essa diferença acumulada ao longo do período explica o índice de 41,83% apresentado na pauta de reivindicações da categoria. Rondinelli afirma que a mobilização dos profissionais busca justamente chamar atenção para essa defasagem e pressionar por uma recomposição salarial.
Ele destaca que, mesmo diante das dificuldades políticas e financeiras, a mobilização é vista como um instrumento para provocar mudanças. Segundo o dirigente, a história de conquistas da categoria sempre esteve ligada à organização e à participação dos trabalhadores.
Piso nacional também está no centro do debate
Outro ponto citado na entrevista foi a atualização do piso nacional do magistério, fixado pela Portaria nº 82 do Ministério da Educação em R$ 5.130,63 para 2026. O sindicato questiona a forma como o valor é aplicado em Minas Gerais e cobra diálogo com o governo estadual para discutir a implementação da remuneração.
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