GRNEWS TV: Greve na rede estadual de educação em Minas expõe perdas salariais e críticas do Sind-UTE à privatização de escolas

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Rondinelli Alves, Coordenador da Subsede do Sind-Ute em Pará de Minas, falou sobre a mobilização dos trabalhadores da Educação por melhores salários e contra os ataques do Governo de MG a escola pública.

Representante do Sind-Ute fala sobre mobilização da categoria
O coordenador da subsede do Sind-Ute em Pará de Minas, Rondinelli Alves, comentou que o movimento reúne profissionais que reivindicam melhores salários e criticam medidas do governo estadual relacionadas à gestão das escolas públicas.

Críticas à possível transferência de escolas para a iniciativa privada
Durante a entrevista, Rondinelli utilizou uma camiseta com a frase “Nossa escola não está à venda”, destacando a preocupação da categoria com o anúncio de que o governo mineiro pretende realizar um leilão para transferir a gestão de 95 escolas estaduais para a iniciativa privada. Para o sindicato, a medida pode representar mudanças significativas na administração da rede pública de ensino.

Defasagem salarial e impacto nas carreiras
Outro tema abordado foi a perda salarial acumulada pelos profissionais da educação. De acordo com o sindicato, entre 2019 e 2025 a defasagem chega a 41,83%. A entidade afirma que essa diferença tem impacto direto na valorização das carreiras e pode dificultar a permanência de profissionais na rede estadual.

Piso nacional e reivindicações da categoria
A discussão também envolve o cumprimento do piso nacional do magistério. A Portaria nº 82 do Ministério da Educação fixou o valor em R$ 5.130,63 para 2026. Segundo o sindicato, a categoria reivindica que esse valor seja aplicado no estado e que o reajuste alcance as oito carreiras da educação básica, incluindo profissionais administrativos e técnicos.

Condições de trabalho e mobilização
Além das questões salariais, trabalhadores apontam aumento da carga de trabalho e problemas na infraestrutura das escolas. Esses fatores contribuíram para a decisão da categoria de iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 4.

Expectativa de adesão e diálogo com o governo
O sindicato também acompanha o nível de adesão das escolas, especialmente no interior do estado. A entidade afirma que segue aberta ao diálogo com o governo estadual, mas avalia que a paralisação se tornou uma forma de pressionar por negociação. A categoria também afirma que, quando houver acordo, a reposição das aulas deverá ser organizada para reduzir impactos no calendário escolar.

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