GRNEWS TV: Ameaça de perder os filhos agrava violência psicológica contra mulheres

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a delegada Ana Cristina de Oliveira Bicalho Leão e a escrivã Nathanny Sena, apresentaram dados preocupantes e falaram sobre a atuação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) na 3ª Delegacia Regional de Segurança Pública da Polícia Civil, sediada em Pará de Minas.

Pressão emocional vira arma contra mulheres
A violência doméstica nem sempre se limita a agressões físicas. Em muitos casos, o agressor utiliza a esfera familiar como instrumento de intimidação. Uma das estratégias mais cruéis é ameaçar pedir a guarda dos filhos, alegando que a mulher estaria “desequilibrada” ou incapaz de cuidar da família. Essa tática amplia o medo e aprofunda o sofrimento emocional.

Especialistas explicam que esse tipo de pressão compromete a autoestima da vítima, que já chega fragilizada após sucessivas humilhações. O receio de perder o convívio com os filhos — considerado por muitas o maior patrimônio afetivo — faz com que algumas permaneçam em relações abusivas.

Rede de apoio e mais investimentos
Profissionais da área defendem que o enfrentamento exige fortalecimento da rede de proteção, com atuação integrada entre polícia, assistência social e saúde. Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) e serviços psicológicos são fundamentais para oferecer suporte e orientação jurídica.

Também há apelo por mais recursos públicos para ampliar equipes e programas locais, já que os crimes acontecem nos municípios. Em Pará de Minas, cerca de 600 procedimentos relacionados à violência doméstica estão em andamento.

Projeto trabalha com agressores
Além do atendimento às vítimas, existe o grupo reflexivo “É Dialogar”, desenvolvido pela Polícia Civil em parceria com profissionais da área social. O projeto reúne homens que respondem a medidas protetivas para discutir machismo estrutural, responsabilidade e limites legais.

Segundo as organizadoras, participantes do grupo apresentam baixo índice de reincidência. A proposta é conscientizar e prevenir novos episódios de violência, especialmente em casos de perseguição, quando o agressor insiste que está apenas tentando reatar.

Diante de qualquer sinal de ameaça, perseguição ou humilhação, a orientação é buscar ajuda imediata pelos canais 190 da Polícia Militar ou Ligue 180 e formalizar a denúncia. Romper o silêncio é o primeiro passo para interromper o ciclo de abuso.

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