GRNEWS TV: Carnaval de rua moldou gerações e deixou legado cultural em Pará de Minas

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, integrantes do grupo de samba raiz Casa de Dondé compartilharam histórias da trajetória artística, relembraram o Carnaval de Rua que marcou época em Pará de Minas e falaram sobre os próximos passos da carreira. O bate-papo reuniu o vocalista Tuca, ao lado dos músicos e cantores Tom e Pedro Augusto, em um encontro marcado por memória, música e identidade cultural.

Uma cidade que vivia a festa
Nos anos 1980, o carnaval de Pará de Minas era sinônimo de encontro, música e convivência pacífica. A rua Benedito Valadares se transformava em um grande palco popular, tomada por arquibancadas e foliões que acompanhavam desfiles históricos. Blocos tradicionais e escolas de samba davam o tom da festa, com destaque para a Unidos do Morro e GRESAR, além de agremiações e blocos que marcaram época e ajudaram a consolidar a identidade cultural da cidade.

Noites longas e diversão sem medo
O clima era de celebração contínua. Após os desfiles, a festa seguia madrugada adentro nos clubes, com bailes animados e, no dia seguinte, matinês que reuniam crianças e adolescentes. Famílias inteiras participavam, adultos viravam a noite e a diversão acontecia sem registros de violência ou confusão. Era um tempo em que sair às ruas significava apenas alegria e pertencimento.

Mudanças no convívio urbano
Com o crescimento da cidade, a dinâmica social se alterou. A sensação de segurança diminuiu e o carnaval de rua perdeu força ao longo dos anos. Artistas relatam que hoje o ambiente é mais tenso, exigindo cuidados que antes não existiam. Mesmo com o esforço das forças de segurança, o convívio urbano se tornou mais complexo, refletindo transformações sociais mais amplas.

Memória, samba e resistência
É desse passado que surgem iniciativas como o grupo Casa de Dondé, que carrega no nome e na trajetória a herança familiar e o respeito aos pioneiros do samba local. O grupo também atua como guardião da memória, reverenciando músicos, compositores e espaços que foram fundamentais para manter vivo o samba e o pagode na cidade.

Patrimônio que vive nas lembranças
Barracões, rodas de samba de bairro e encontros informais formaram gerações de artistas e deveriam ser vistos como patrimônio cultural. Mesmo com espaços físicos desaparecendo, a história segue viva nas canções, nos relatos e na formação de novos músicos, mantendo acesa a chama de um carnaval que marcou profundamente Pará de Minas.

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