Musculação se revela aliada poderosa na preservação da memória e prevenção do Alzheimer

Muito além da busca pelo corpo definido, o treinamento de força consolidou-se como uma ferramenta indispensável para quem deseja envelhecer com lucidez. Estudos recentes transformaram a percepção sobre o tecido muscular, que hoje é compreendido pela ciência como um órgão endócrino vital. Ao se contraírem, os músculos liberam substâncias poderosas no organismo, capazes de atuar diretamente na saúde cerebral e combater o avanço de quadros demenciais.

Uma pesquisa brasileira de destaque, conduzida pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e divulgada na revista científica GeroScience, trouxe evidências robustas sobre essa conexão. O estudo acompanhou voluntários com comprometimento cognitivo leve — um estágio crítico que precede o Alzheimer. Os dados revelaram que a prática regular de musculação não apenas otimizou a capacidade de memorização, mas provocou mudanças reais na estrutura física do cérebro dos participantes.

O papel das miocinas na neuroproteção
A chave para esse benefício está nas chamadas miocinas, substâncias que funcionam como mensageiras químicas entre os músculos e o restante do corpo. A fisioterapeuta Walkíria Brunetti, especialista em Saúde Postural e Dores Crônicas, explica que essas moléculas alcançam órgãos vitais, como o sistema imunológico e o cérebro, combatendo inflamações e regulando hormônios ligados ao estresse.

Segundo a especialista, as miocinas estimulam a neuroplasticidade, que é a habilidade do cérebro de gerar novas conexões. Esse processo é fundamental para manter o aprendizado e a atenção em dia. Mais do que isso, essas substâncias ajudam a frear o acúmulo de proteína beta-amiloide, um dos principais marcadores biológicos associados ao desenvolvimento da doença de Alzheimer.

Treino de força como estratégia de longevidade
Com o aumento da expectativa de vida, o controle de doenças degenerativas tornou-se um desafio global. Investir no fortalecimento muscular é, portanto, uma estratégia preventiva. “Quanto antes a pessoa iniciar os treinos de força, maiores as chances de proteger o cérebro contra o declínio cognitivo”, reforça Walkíria Brunetti.

Para obter resultados consistentes, a recomendação é manter uma frequência de três a quatro sessões semanais, alternando o foco entre membros superiores e inferiores. A especialista também sugere a integração de modalidades complementares para potencializar o bem-estar.

Pilates como complemento para o equilíbrio e postura
Para quem deseja ir além da musculação convencional, o Pilates surge como uma alternativa valiosa, especialmente para o público sênior. O método foca no fortalecimento do “CORE” — a musculatura profunda que sustenta a coluna — além de trabalhar o equilíbrio e a consciência corporal. De acordo com a fisioterapeuta, essa combinação é essencial para que o indivíduo mantenha sua autonomia e independência motora, fatores que elevam drasticamente a qualidade de vida durante o processo de envelhecimento. Com informações da Assessoria de Comunicação da fisioterapeuta Walkíria Brunetti

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