GRNEWS TV: Pacientes não precisam esperar a catarata “amadurecer” antes de realizar a cirurgia, alerta especialista
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Dr. Leonardo Torquettti, médico oftalmologista, especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa, afirma que durante muitos anos, pacientes ouviram a recomendação de esperar a catarata “amadurecer” antes de realizar a cirurgia. No entanto, os avanços da oftalmologia mudaram completamente essa orientação. Hoje, especialistas afirmam que, quando a catarata começa a comprometer a qualidade da visão, não há motivo para adiar o tratamento.
A catarata ocorre quando o cristalino, lente natural localizada dentro do olho, perde sua transparência e passa a dificultar a passagem da luz. Como consequência, a visão fica progressivamente embaçada, prejudicando atividades simples do dia a dia.
Além da catarata propriamente dita, existe também a possibilidade de cirurgia do cristalino com finalidade refrativa. Nesses casos, mesmo sem uma catarata avançada, pacientes que apresentam dificuldades visuais relacionadas ao envelhecimento podem ser beneficiados pelo procedimento, desde que atendam aos critérios médicos necessários.
Cirurgia moderna oferece recuperação rápida
A técnica utilizada atualmente é considerada extremamente segura e pouco invasiva. O procedimento é realizado com anestesia tópica, por meio de colírios anestésicos, sem a necessidade das antigas injeções próximas aos olhos.
Após a cirurgia, o paciente normalmente retorna para casa no mesmo dia e já consegue movimentar os olhos naturalmente. Em poucos dias, muitas atividades rotineiras podem ser retomadas, incluindo leitura, uso de computador, celular e até direção, conforme orientação médica.
Já exercícios físicos mais intensos costumam exigir um período maior de recuperação, geralmente próximo de um mês.
Lentes podem reduzir dependência dos óculos
Um dos grandes avanços da cirurgia está na evolução das lentes intraoculares. Atualmente, existem opções monofocais, que corrigem apenas uma distância visual, e multifocais, desenvolvidas para proporcionar visão de longe, intermediária e de perto.
A escolha da lente depende de exames detalhados, das características dos olhos e dos hábitos de cada paciente. Porém, as lentes multifocais têm sido cada vez mais utilizadas por permitirem maior independência dos óculos após a cirurgia.
Qualidade de vida ganha destaque
Com recuperação mais rápida, técnicas modernas e resultados cada vez mais precisos, muitos pacientes relatam uma melhora significativa na qualidade de vida após o procedimento. Não por acaso, uma das frases mais comuns ouvidas nos consultórios é a mesma entre aqueles que passaram pela cirurgia: “Eu deveria ter feito antes”.
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