Onda de calor extremo sobrecarrega o sistema de saúde carioca

As temperaturas escaldantes que atingem o Rio de Janeiro já refletem em uma alta demanda nas unidades médicas. Em apenas 72 horas, entre os dias 23 e 25 de dezembro, a Secretaria Municipal de Saúde contabilizou 1.347 atendimentos motivados pelos efeitos do clima severo. A média diária de auxílio médico por complicações térmicas chegou a quase 450 pacientes, evidenciando o impacto do estresse ambiental na capital fluminense.

Diagnósticos frequentes e alerta meteorológico
Os quadros clínicos mais recorrentes nas emergências incluem tontura, sensação de fraqueza e episódios de desmaio, além de lesões por queimaduras solares. A gravidade da situação levou o município a entrar no Estágio 3 de calor — um nível intermediário em uma escala de 5 — desde a véspera de Natal. Essa classificação é acionada quando os termômetros oscilam entre 36°C e 40°C por um período prolongado, representando um risco real ao bem-estar da população.

Recordes de temperatura e impacto estadual
O cenário de “massacre”, como definem trabalhadores que enfrentam o sol nas ruas, deve se intensificar. O sistema Alerta Rio prevê que as máximas alcancem os 40°C ao longo da semana, podendo chegar a 41°C no domingo. O alerta não se restringe apenas à capital: o governo estadual notificou as 92 prefeituras fluminenses sobre os perigos das altas temperaturas. Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) geridas pelo estado, quase mil pessoas buscaram socorro com sintomas de desidratação e estresse térmico em apenas seis dias.

Rotina de sobrevivência entre o trabalho e o lazer
Enquanto as praias da zona sul ficam lotadas de banhistas em busca de refresco, o calor impõe desafios distintos para quem depende do comércio de rua. Vendedores de água, gelo e alimentos gelados relatam exaustão extrema sob o sol a pino, ainda que o movimento financeiro aumente. Já entre os idosos, a estratégia principal tem sido a prevenção rigorosa, com o uso de sombrinhas, protetor solar e a redução da circulação externa nos horários críticos.

Orientações essenciais para enfrentar a canícula
Para mitigar os riscos à saúde, as autoridades sanitárias reforçam protocolos básicos de autocuidado. A recomendação primordial é a hidratação constante com água ou sucos naturais, mesmo quando não há sensação de sede. Além disso, orienta-se o consumo de refeições leves, o uso de vestimentas frescas e, fundamentalmente, evitar a exposição direta ao sol entre as 10h e 16h. Caso surjam sintomas como mal-estar súbito, a orientação é procurar assistência médica imediata. Com informações da Agência Brasil

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