Sindicalista afirma que Turi apresentou proposta “indecente” que não prevê reajuste salarial para funcionários

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Como já é de praxe, anualmente as empresas se reúnem com os representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Pará de Minas para acertar os reajustes salariais que serão concedidos aos colaboradores.

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De um lado as empresas tentam aumentar o mínimo possível devido à alta carga tributária para contratação e manutenção da mão de obra. De outro o movimento sindical
buscando a valorização da categoria a todo custo.

As negociações sempre são muito difíceis e acabam sendo definidas após diversas reuniões a portas fechadas. Um dos parâmetros usados é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Os dados são calculados mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e se acumulam ao longo do ano. São analisados os custos em várias áreas, entre elas alimentação, vestuário e saúde.

Apesar de o prefeito Elias Diniz ter autorizado o aumento da passagem dos ônibus urbanos de R$ 3,00 para R$ 3.20, valor que vem sendo cobrado desde a semana passada, a concessionária não se mostra disposta a reajustar o salário de seus funcionários.

Francisco Ferreira Borges, presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Rodoviário de Pará de Minas, revela que a empresa Turi, responsável pela exploração do transporte coletivo urbano no município, apresentou uma proposta indecente de manter o acordo coletivo do ano passado. Em outras palavras, sem nenhum reajuste:


Francisco Ferreira Borges
reajustefranciscoferreiraborges1

Ele acrescenta que para os trabalhadores que atuam no serviço interurbano de transporte de passageiros já foi acertado, apesar de não ainda estar longe do ideal. Porém, os representantes das empresas alegam que estão tendo muito prejuízos e muitas já chegaram a fechar as portas devido ao alto custo de manutenção de veículos e com folha de pagamento de funcionários:

Francisco Ferreira Borges
reajustefranciscoferreiraborges2

Vale lembrar que os acordos coletivos firmados entre empresas e sindicatos têm força de lei e precisam ser cumpridos rigorosamente. Caso contrário o Ministério Público do Trabalhou ou a Justiça poderão ser acionados.

A reportagem do Portal GRNEWS fez contato com a Turi no fim da tarde desta quarta-feira, 26 de abril,  para ouvir a versão da empresa, mas o gerente não foi encontrado para se manifestar sobre o assunto.

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