GRNEWS TV: Vereadora aponta que a falta de microchip, de ração e poucas castrações desafiam a causa animal em Pará de Minas

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a vereadora Camila Gonçalves de Araújo, a Camila Mão Amiga, confirmou que a política de proteção animal em Pará de Minas continua sendo alvo de debates e cobranças por parte de representantes da causa. Segundo a vereadora Camila, apesar de avanços pontuais, ainda existem dificuldades para transformar iniciativas em ações permanentes e estruturadas.

Ela destaca que o Legislativo tem buscado contribuir, inclusive com a conquista de recursos por meio de emendas parlamentares, como a destinada ao banco de rações. Porém, afirma que a execução dessas medidas depende diretamente da atuação do Executivo municipal.

Protetores relatam sobrecarga e falta de apoio
Na avaliação da vereadora, muitos avanços conquistados na causa animal ocorreram por iniciativa própria de protetores e parlamentares, como a criação de espaço para recuperação de animais após procedimentos cirúrgicos.

Ela também cita como exemplo as castrações realizadas aos domingos para animais da zona rural. A ação começou funcionando, mas teria deixado de ocorrer após alguns meses, gerando preocupação sobre a continuidade dos programas públicos.

Outro ponto questionado é o funcionamento do Conselho Municipal de Bem-Estar Animal (COMBEA). Segundo ela, o órgão estaria fragilizado, com dificuldades para manter reuniões e desenvolver ações, enquanto os protetores continuam assumindo responsabilidades que deveriam ser compartilhadas pelo poder público.

Microchipagem é apontada como ferramenta de controle
A identificação dos animais por microchip também entrou no debate. A medida é considerada fundamental para acompanhar cães e gatos, facilitar a identificação de animais adotados, verificar situações de abandono e controlar procedimentos como castrações.

A vereadora critica a demora para implantação do serviço e afirma que não seria adequado transferir aos protetores o custo de uma obrigação ligada à gestão pública.

Castramóvel e planejamento seguem como desafios
Outro tema abordado é a necessidade de ampliar as castrações, principalmente nas comunidades rurais. A avaliação é de que um castramóvel menor e contratado pelo município poderia atender melhor diferentes regiões, com mais eficiência e menor custo operacional.

Para a vereadora, a principal dificuldade não seria a falta de ideias ou recursos, mas a necessidade de transformar discussões antigas em ações concretas. Ela defende maior planejamento, organização e compromisso para que a causa animal tenha uma política pública contínua e efetiva.

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