GRNEWS TV: O que Pará de Minas está fazendo para prevenir eventos extremos
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Edson Cecílio Silva, Responsável pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Pará de Minas (COMPDEC) e Fernanda Juliana Silva, Gerente de políticas de sustentabilidade da Secretaria Municipal de Agronegócio, Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, relataram que a preparação para eventos climáticos extremos vem mudando a atuação da Defesa Civil em Pará de Minas. Segundo Edson Cecílio, o trabalho preventivo busca reduzir riscos, proteger a população e também diminuir os impactos financeiros provocados por desastres.
Ele explica que essa mudança vem sendo consolidada desde 2015 e cita uma estimativa segundo a qual cada dólar investido em prevenção pode representar uma economia de 8 a 9 dólares em ações de resposta. A estratégia envolve secretarias municipais, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, CEMIG e Águas de Pará de Minas.
Ações integradas ultrapassam limites
A preocupação também envolve municípios vizinhos. Um encontro regional reuniu representantes de cidades próximas para discutir mudanças climáticas, produção agrícola, interrupções de rodovias e fornecimento de energia. Edson destaca que chuvas intensas e rajadas de vento não respeitam divisas municipais.
Pará de Minas fica a cerca de 25 quilômetros de Itaúna e 20 quilômetros de Florestal. A Defesa Civil já registrou situação em que um alerta emitido em Itaúna alcançou celulares próximos à BR-262. Um grupo de representantes foi criado para manter a troca de informações e organizar ações conjuntas.
Barraginhas e Lago Azul entram no monitoramento
As barraginhas também fazem parte da prevenção, pois ajudam a reduzir a velocidade do escoamento, conter erosões e diminuir o assoreamento dos cursos d’água.
No Lago Azul, as macrófitas, como os aguapés, continuam entre as preocupações da Defesa Civil. Edson relembra os problemas registrados em 2021 e 2022, quando o deslocamento dessas plantas contribuiu para o aumento da pressão sobre o barramento, provocando erosão, perda de solo e problemas a jusante.
O cenário reforça a necessidade de monitoramento permanente e de ações antecipadas diante da possibilidade de eventos climáticos cada vez mais intensos.
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