GRNEWS TV: Diagnóstico precoce pode mudar o desenvolvimento de crianças com autismo

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a gerente de Saúde Thaís Noronha e a coordenadora técnica Aline Gabriela de Oliveira, do Centro Especializado em Reabilitação, CER IV APAE de Pará de Minas, afirmaram que esperar a criança crescer para descobrir se existe alguma alteração no desenvolvimento pode significar perder oportunidades importantes de intervenção. Segundo Aline, existem marcos esperados para cada faixa etária e, diante de sinais que gerem dúvidas, a orientação é procurar profissionais capacitados e iniciar os estímulos necessários.

Mesmo quando a criança ainda não possui um diagnóstico confirmado, o acompanhamento não precisa ser interrompido. Até os 6 anos, por exemplo, podem existir situações em que os profissionais mantêm apenas uma hipótese diagnóstica, enquanto observam o desenvolvimento e oferecem os apoios necessários.

O olhar precisa estar além do diagnóstico
As entrevistadas também destacaram que o atendimento deve considerar a realidade de cada família. Rotina de trabalho, condições financeiras, transporte, estrutura da residência e disponibilidade de tempo podem interferir diretamente na evolução das estratégias definidas para a criança.

Por isso, o Plano Terapêutico Singular (PTS) deve ser construído coletivamente e pode ser revisado conforme as circunstâncias mudam. A proposta é considerar não apenas as dificuldades, mas também as potencialidades e os desejos da pessoa atendida.

Responsabilidade compartilhada
Outro ponto destacado foi a importância das Unidades Básicas de Saúde e das equipes de Saúde da Família na identificação de possíveis sinais durante o acompanhamento das famílias. Para as entrevistadas, o cuidado não deve ser atribuído exclusivamente aos serviços especializados.

A mudança de uma abordagem centrada apenas no diagnóstico para um modelo biopsicossocial amplia o olhar sobre a pessoa. Como exemplo, elas explicaram que indivíduos com o mesmo diagnóstico podem apresentar necessidades de apoio completamente diferentes. No caso do autismo, muitas crianças permanecem na escola comum, com adaptações e professor de apoio, enquanto recebem acompanhamento na área da saúde.

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