Nova projeção aponta safra recorde de grãos no Brasil

O campo brasileiro demonstra força com o mais recente monitoramento do ciclo agrícola atual. Em seu décimo boletim sobre a temporada 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a previsão da colheita nacional para 360,1 milhões de toneladas. O número representa um acréscimo de 0,4% em comparação com os dados divulgados no mês anterior.

Caso os números se confirmem nos campos, o setor registrará uma expansão de 2,2% sobre o desempenho do período anterior. Na prática, significa que o país vai colher 7,8 milhões de toneladas a mais. O principal motor para esse crescimento foi a ampliação do território cultivado, uma vez que o rendimento médio nacional deve permanecer firme em 4.311 quilos por hectare.

A regularidade do clima tem jogado a favor dos produtores rurais, trazendo precipitações nos momentos certos e mantendo o solo com boa umidade. Para as próximas semanas, a tendência é de estabilidade climática, com a redução típica de chuvas que caracteriza o inverno, especialmente na porção central do território nacional.

Soja consolida liderança absoluta
Com os trabalhos de campo já finalizados, a oleaginosa atingiu a marca de 180,6 milhões de toneladas. Esse montante equivale exatamente à metade de tudo o que o país vai produzir em grãos no atual ciclo.

O avanço da soja foi de 5,3% frente à safra passada. Esse salto foi impulsionado por uma área de plantio 2,7% maior, combinada com o uso de tecnologia de ponta pelos agricultores e por um clima amplamente favorável ao longo do desenvolvimento das plantas.

Milho garante fatia expressiva do mercado
A estimativa aponta que a colheita total de milho deve bater 141,7 milhões de toneladas. Esse volume responde por quase 40% da safra brasileira de grãos e traz um leve incremento de 0,4% sobre o ciclo que passou.

A primeira etapa da colheita do cereal está na reta final e deve somar 29,6 milhões de toneladas. A segunda fase, que tem pouco mais de um terço da área colhida, projeta 109,43 milhões de toneladas, um patamar que fica abaixo da média registrada nos últimos cinco anos. Para a terceira etapa do ano, a expectativa é colher 2,7 milhões de toneladas.

Abastecimento interno de arroz e feijão está assegurado
O arroz encerrou seu ciclo com 11,1 milhões de toneladas colhidas. O índice ficou 13,1% abaixo da temporada anterior devido à retração no espaço destinado ao plantio. O feijão também seguiu tendência de queda, com estimativa de 3 milhões de toneladas, recuo de 1,4% na mesma comparação.

A segunda safra do feijão enfrentou problemas climáticos na reta final de junho. O Nordeste sofreu com a estiagem, enquanto as regiões Sul e Sudeste lidaram com frentes frias rigorosas, baixas temperaturas e episódios de geada que afetaram o potencial das plantas. Apesar desses cenários, o volume total produzido de ambos os alimentos é suficiente para atender a demanda dos consumidores brasileiros.

Algodão ganha eficiência e amplia exportações
A pluma de algodão tem estimativa de alcançar 4,06 milhões de toneladas. Atualmente, a maior parte das plantações está em estágio de maturação, enquanto uma parcela menor já foi colhida ou segue em formação.

Mesmo com uma redução de 3,2% no território plantado (que ficou perto de 2 milhões de hectares), a produtividade subiu 2,8% graças ao clima positivo. Essa eficiência no campo elevou o teto das exportações da fibra para 3,38 milhões de toneladas, mantendo um estoque de reserva estimado em 2,67 milhões de toneladas.

Trigo enfrenta cenário de retração
Entre as culturas que se desenvolvem no inverno, o trigo finaliza sua etapa de semeadura com projeções de queda. A Conab indica que haverá uma retração de 23,5% no volume total colhido, que deve fechar em 6 milhões de toneladas. Essa diminuição é explicada tanto pela redução da área cultivada quanto por uma projeção de rendimento inferior nas lavouras. Com informações da Agência Brasil

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