GRNEWS TV: João chaveX transforma memórias e sentimentos em música
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, João chaveX, cantor, músico, compositor e professor de canto, falou sobre sua trajetória, interpretou belas canções, lançamento de música autoral e do novo show Atemporal.
Composição nasceu de lembranças da juventude
Transformar sentimentos em música sempre foi um processo natural para o cantor mineiro João chaveX que encontrou nas composições uma forma de colocar para fora emoções, dúvidas e memórias marcantes da vida. Segundo ele, quase todas as letras surgem de situações que mexeram profundamente com seu interior.
O artista contou que costuma escrever principalmente quando algo o incomoda ou provoca reflexões intensas. Para ele, a música funciona como uma espécie de válvula de escape emocional, ajudando a compreender experiências e sentimentos difíceis de explicar apenas com palavras.
Mesmo reconhecendo esse lado mais emocional das composições, o cantor afirma que deseja explorar cada vez mais temas leves e felizes, buscando inspiração também nas boas lembranças da infância, da família e das experiências simples do cotidiano.
Melodia nasceu antes da letra
Entre as músicas mais pessoais está “Eu Me Lembro”, composição autoral disponível nas plataformas digitais. A canção surgiu inicialmente a partir de uma sequência melódica criada no violão, inspirada, segundo ele, pela atmosfera mineira e pelas sensações ligadas às montanhas e às memórias afetivas.
Depois da melodia pronta, o cantor começou a revisitar momentos da juventude e experiências amorosas marcadas por dúvidas e imaturidade. A ideia era retratar os sentimentos típicos das relações vividas ainda muito cedo, quando tudo parece intenso, mas ao mesmo tempo confuso.
A letra ganhou forma aos poucos, trazendo recordações de encontros, desentendimentos e mudanças provocadas pelo tempo. O artista acredita que muitas pessoas se identificam com essa sensação de olhar para trás e perceber como as relações da adolescência deixam marcas profundas.
Produção reuniu músicos de várias cidades
O processo de gravação também teve participação coletiva. Violão, guitarra e baixo foram gravados na casa do cantor, enquanto outros músicos colaboraram à distância. O piano ficou por conta de João Rachid, de Pará de Minas, e a bateria, mixagem e masterização foram produzidas por Edvaldo Ilzo, em Divinópolis.
Os backing vocals foram registrados em São Paulo pelos músicos Robson e Ana, mostrando como a tecnologia permite hoje unir artistas de diferentes lugares em uma mesma produção musical.
Ao ouvir a versão final da música, o cantor revelou ter se emocionado ao perceber que o resultado ficou exatamente como havia imaginado durante o processo de criação.
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