Captação de órgãos no HNSC transforma gesto de uma família em esperança para pacientes à espera de transplante
Solidariedade permite nova captação de órgãos no Hospital Nossa Senhora da Conceição
O Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) realizou mais uma captação de órgãos em parceria com o MG Transplantes. A iniciativa só foi possível após a autorização da família de uma paciente, que, mesmo enfrentando o luto, decidiu permitir a doação e oferecer uma nova perspectiva de vida a pessoas que aguardam por um transplante.
A ação mobilizou equipes do hospital e profissionais especializados do MG Transplantes, responsáveis por toda a logística de retirada, transporte e destinação dos órgãos aos pacientes compatíveis inscritos na fila de transplantes.
Diagnóstico segue protocolos rigorosos
Antes que a doação pudesse ser efetivada, o hospital cumpriu todas as etapas previstas para a confirmação da morte encefálica. Segundo o médico do CTI 2 do HNSC, Davi da Costa Laurindo, trata-se de um processo conduzido de forma criteriosa e acompanhado pela equipe multiprofissional.
Ele explica que, diante da suspeita de morte encefálica, são realizados diversos testes clínicos e neurológicos até que o diagnóstico seja confirmado conforme os protocolos estabelecidos. Durante todo esse período, a família é mantida informada sobre a evolução do quadro.
Somente após a confirmação é que os familiares são convidados a refletir sobre a possibilidade da doação. Nesse momento, a equipe busca saber se o paciente havia manifestado, ainda em vida, o desejo de ser doador. Com a autorização da família, o hospital aciona imediatamente o MG Transplantes para organizar toda a operação de captação.

Davi também ressalta que a possibilidade de doar órgãos não depende exclusivamente da idade do paciente. Segundo ele, cada caso é avaliado individualmente e, havendo condições clínicas e autorização familiar, a doação pode ser viabilizada:
Davi da Costa Laurindo
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Acolhimento humanizado faz parte de todo o processo
Além dos procedimentos técnicos, o HNSC destaca o cuidado dedicado aos familiares durante todas as etapas.
A enfermeira coordenadora do CTI, Ronilda Santos, afirma que a conscientização da população e o acolhimento às famílias são partes fundamentais do trabalho desenvolvido pelo hospital. Segundo ela, a equipe procura respeitar integralmente a decisão dos familiares e oferecer apoio desde os primeiros contatos até a conclusão da captação.

Ronilda também agradeceu à família da doadora, destacando a sensibilidade demonstrada em um momento de profunda dor. Para a coordenadora, esse gesto de empatia representa esperança para pessoas que aguardam um transplante e reforça a importância de ampliar a conscientização sobre a doação de órgãos:
Ronilda Santos
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Um único doador pode beneficiar vários pacientes
Após a autorização da família, entra em ação a estrutura do MG Transplantes, responsável por identificar os receptores compatíveis e coordenar o transporte das equipes e dos órgãos.
O cirurgião do aparelho digestivo Lucas Magalhães Barbosa explica que um único doador pode beneficiar diferentes pacientes, dependendo das condições clínicas e da viabilidade de cada órgão. Entre os órgãos que podem ser destinados ao transplante estão fígado, rins, pâncreas, coração e córneas, sempre conforme critérios médicos e a compatibilidade com os receptores.
No procedimento realizado no HNSC, a previsão era de captação de, pelo menos, fígado, rins e córneas, possibilitando beneficiar cerca de quatro pessoas.
Lucas destaca ainda que toda a logística é planejada de acordo com a distância entre os hospitais e o tempo máximo que cada órgão pode permanecer sem circulação sanguínea. O transporte pode ser feito por ambulância, carro, helicóptero ou aeronaves, conforme a necessidade. Assim que chegam ao destino, os órgãos seguem diretamente para os hospitais onde os pacientes receptores já estão preparados para a cirurgia.

Para o médico, participar desse trabalho é motivo de grande satisfação, principalmente porque muitos pacientes aguardam um transplante durante meses ou até anos, frequentemente em estado grave de saúde:
Lucas Magalhães Barbosa
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Sensibilidade das famílias é decisiva
A cirurgiã geral Ana Luiza Pires ressalta que a doação de órgãos depende essencialmente da decisão dos familiares, já que esse é um momento marcado pela dor da perda.
Ela lembra que, embora a despedida seja extremamente difícil, uma única doação pode beneficiar diversas pessoas que aguardam na fila por um transplante. Segundo a médica, existem muitos pacientes em estado grave esperando por essa oportunidade, o que torna ainda mais importante a conscientização da população sobre o tema.

Ana Luiza também destaca a gratidão das equipes médicas às famílias que, mesmo em meio ao sofrimento, conseguem enxergar na doação uma forma de transformar a perda em esperança para outras vidas:
Ana Luiza Pires
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Solidariedade aproxima famílias em momentos difíceis
O cirurgião do aparelho digestivo Guilherme Augusto Cruz Machado reforça que a decisão de doar órgãos cria uma ligação entre famílias que vivem situações igualmente delicadas.

Segundo ele, enquanto uma família enfrenta o luto pela perda de um ente querido, outras acompanham parentes internados e dependem de um transplante para continuar vivendo. Por isso, considera essencial ampliar o diálogo sobre a doação de órgãos e incentivar que as pessoas conversem com seus familiares sobre esse desejo ainda em vida:
Guilherme Augusto Cruz Machado
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Ao final do procedimento, o Hospital Nossa Senhora da Conceição agradeceu à família da doadora pela confiança e generosidade, além de reconhecer o trabalho conjunto das equipes do HNSC e do MG Transplantes que participaram de toda a operação. Com informações da Assessoria de Comunicação do Hospital Nossa Senhora da Conceição.
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