Consumidor começa o ano sem cobrança extra e com cronograma para bandeiras tarifárias na conta de luz

O setor elétrico brasileiro inicia 2026 sob uma perspectiva favorável para o orçamento das famílias. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que o primeiro mês do ano será regido pela bandeira verde, o que significa a ausência de cobranças adicionais nas faturas de eletricidade. Para garantir a transparência e permitir que o cidadão se organize, a agência reguladora divulgou o calendário oficial de anúncios para os próximos meses.

Planejamento mensal e datas das próximas definições
A partir de agora, o consumidor pode monitorar as oscilações do custo da energia por meio das datas fixadas pela Aneel. Em cada uma dessas ocasiões, será revelada a cor da bandeira que entrará em vigor no mês subsequente. O próximo anúncio decisivo ocorre no dia 30 de janeiro, quando será definida a tarifa para o mês de fevereiro.

As divulgações seguem um ritmo rigoroso ao longo do ano. Em fevereiro e março, os anúncios acontecerão no dia 27. Já em abril, o mercado saberá a bandeira de maio no dia 24. No segundo semestre, os destaques ficam para os anúncios nos dias 31 de julho, 28 de agosto e 25 de setembro, encerrando o ciclo de 2026 com o anúncio de dezembro no dia 27 de novembro.

Como funciona o termômetro das bandeiras tarifárias
Implementado em 2015, o sistema de bandeiras é uma ferramenta que traduz os custos reais da geração de energia para o consumidor final. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reavalia mensalmente as condições climáticas e o nível dos reservatórios para traçar a melhor estratégia de abastecimento para o país.

Quando as usinas hidrelétricas operam em boas condições, aplica-se a bandeira verde (sem custo extra). Entretanto, quando é necessário acionar fontes mais caras, como as termelétricas, entram em cena as bandeiras coloridas:

Bandeira Amarela: Indica condições menos favoráveis, gerando um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh.

Bandeira Vermelha (Patamar 1): Sinaliza geração custosa, com adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh.

Bandeira Vermelha (Patamar 2): Aplicada em situações críticas, com taxa de R$ 7,87 a cada 100 kWh.

Revisão anual de valores e impacto no consumo
É importante ressaltar que a estrutura de custos não é estática. Tradicionalmente, ao fim do período de chuvas, em abril, a Aneel revisa os valores atribuídos a cada cor de bandeira para o ciclo seguinte. Esse monitoramento constante visa equilibrar a saúde financeira do sistema elétrico com a capacidade de pagamento do consumidor, incentivando o uso consciente da energia nos momentos de maior escassez. Com informações da Agência Brasil

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