Quase 40% dos brasileiros iniciaram janeiro com contas no vermelho
O ano de 2026 começa sob o signo da prudência para a maioria dos brasileiros. De acordo com um levantamento recente realizado pelo instituto Hibou, o país enfrenta um misto de endividamento e desconfiança em relação ao futuro financeiro. Cerca de 39% da população entra em janeiro com contas no vermelho, sendo que, desse grupo, 30% carregam débitos que ultrapassam a marca de R$ 15 mil. O pessimismo é compartilhado por metade dos entrevistados, que preveem uma retração ou piora na economia nacional ao longo dos próximos meses.
Prioridades voltadas para o bolso e o bem-estar
Diante de um cenário hostil, as metas para o novo ano deixaram de lado o supérfluo para focar na estabilidade e no autocuidado. O desejo de “ganhar mais dinheiro” é a prioridade absoluta para 57% das pessoas, seguido pela busca por uma vida saudável, com 45% planejando emagrecer. No campo pessoal, 68% dos brasileiros pretendem investir na qualidade de vida, priorizando o equilíbrio entre mente e corpo como estratégia para enfrentar uma rotina que muitos descrevem como exaustiva.
O paradoxo do lazer e o desinteresse pela Copa do Mundo
Apesar das restrições orçamentárias, viajar ainda é visto como uma necessidade emocional e terapêutica para muitos. Cerca de 41% pretendem realizar diversas viagens em 2026, com forte preferência pelo transporte aéreo e destinos internacionais. No entanto, um dado curioso chama a atenção: a Copa do Mundo da FIFA 2026, tradicionalmente um grande atrativo, não está nos planos da maioria. Impressionantes 90% dos brasileiros descartam viajar para acompanhar o evento esportivo presencialmente, preferindo focar seus recursos em outras experiências ou na quitação de dívidas.
Educação digital e busca por novas frentes de trabalho
Para driblar as dificuldades financeiras, o brasileiro aposta na qualificação profissional como saída. A educação online tornou-se a ferramenta preferida, com 28% planejando cursos à distância. Além disso, há um movimento significativo de transição de carreira: 19% dos respondentes buscam novos desafios em áreas diferentes de sua atuação atual. O objetivo é claro: aumentar a renda e garantir maior segurança em um mercado de trabalho que exige constante atualização.
Consumo racional e percepção de segurança
As estratégias de compra para os próximos meses serão pautadas por promoções e cupons de desconto. O consumo híbrido, que mescla lojas físicas e e-commerce, segue consolidado, mas com uma análise muito mais rigorosa sobre o custo-benefício. Além da economia, outras áreas geram preocupação: 48% acreditam que as questões ambientais vão piorar, e 45% esperam um agravamento na segurança pública. Esse conjunto de percepções reforça o comportamento de “sobrevivência estratégica”, onde o cidadão assume o controle do que é possível — como os estudos e a saúde — enquanto aguarda tempos mais estáveis. Com informações da Assessoria de Comunicação da Hibou

