Brasil precisa combater desigualdades com participação popular e nota de rebaixamento já era esperada, diz economista

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O que o mercado financeiro já esperava foi confirmado na noite de quinta-feira, 11 de janeiro. A agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou o Brasil para três níveis abaixo do grau de investimento com perspectiva estável.

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Essa decisão significa que a agência vai esperar pelo menos seis meses para rever a nota do país. O grau de investimento representa a garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública. A Standard & Poor’s ressaltou que o Brasil não fez as reformas para reduzir os riscos fiscais do país, principalmente a da Previdência.

O economista Eduardo de Almeida Leite disse à reportagem do Portal GRNEWS que esse rebaixamento já era esperado pelo mercado financeiro. Também concorda que o Brasil precisa fazer as reformas e o governo federal promover o ajuste fiscal, ou seja, gastar menos do que arrecada:

Eduardo de Almeida Leite
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Apesar de esperada, a notícia não é boa. Caso o Brasil demore em realizar as mudanças necessárias, poderá chegar ao ponto de decretar a insolvência, como ocorreu em outros países como a Grécia:

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O próximo presidente da República a ser eleito em outubro de 2018 terá que resolver esta situação fiscal. Na avaliação, o vencedor das eleições terá que decidir se o país precisa aumentar impostos ou reduzir os gastos da máquina pública:

Eduardo de Almeida Leite
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Uma questão prioritária a ser resolvida no Brasil é a desigualdade social. Para Eduardo de Almeida Leite não dá mais para conviver com tanta discrepância neste país em que poucos têm muito e muitos têm pouco. Acrescenta que as regalias têm que acabar para a classe política, os policiais, membros do judiciário e fazer cumprir a Constituição Federal, na qual todos são iguais:

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Eduardo de Almeida Leite defende que para reduzir a desigualdade social no Brasil é preciso começar pela reforma da Previdência. Cita que muita gente lotada no serviço público aposenta cedo e com altos salários, enquanto o trabalhador comum custa conseguir um benefício que não dá nem para as despesas mais simples:

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Para conseguir estas mudanças os brasileiros não podem contar com a classe política para tomar as decisões. O economista argumenta que a população deve ser mais ativa, cobrar mais daqueles que foram eleitos para representar o povo. Não basta depositar o voto na urna ajudando a eleger determinado político e depois não acompanhar o trabalho para saber se ele está cumprindo o que prometeu em favor do povo, a começar pelas câmaras municipais:

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E sua opinião, em Pará de Minas a sociedade está se mobilizando para defender seus interesses e vários movimentos nesse sentido podem ser notados. Mas é preciso mais para que as coisas mudem de fato:

Eduardo de Almeida Leite
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Disse ainda que infelizmente a maioria dos membros da classe política só pensa neles, em suas reeleições e não se mostram muito preocupados em melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro. Por isso é preciso cobrar mais deles. Mais dedicação aos eleitores:

Eduardo de Almeida Leite
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Ainda sobre rebaixamento do Brasil, é importante lembrar que desde fevereiro de 2016, o país estava enquadrado dois níveis abaixo do grau de investimento. Outras agências principais de classificação de risco, Fitch e Moody’s ainda não alteraram a nota do país e continuam a manter o Brasil dois níveis abaixo do grau de investimento.

O Ministério da Fazenda divulgou nota sobre o rebaixamento, informando que “o governo reforça seu compromisso em aprovar medidas como a reforma da Previdência, tributação de fundos exclusivos, oneração da folha de pagamentos, adiamento do reajuste dos servidores públicos, entre outras iniciativas que concorrem para garantir o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal de longo prazo”.

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