Carnaval acende alerta e Saúde reforça importância da prevenção combinada contra ISTs em Pará de Minas
Durante muitos anos, o preservativo foi praticamente a única ferramenta disponível para prevenir as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Hoje, esse cenário mudou. Avanços na saúde pública ampliaram as formas de proteção, reunidas no conceito de prevenção combinada, que integra diferentes métodos para reduzir o risco de contaminação e interromper cadeias de transmissão.

IST não é a mesma coisa que DST
O médico da Atenção Primária, Rafael Ramos, alerta que ainda há confusão sobre os termos. A infecção sexualmente transmissível (IST) ocorre quando a pessoa entra em contato com vírus ou bactérias, enquanto a doença sexualmente transmissível (DST) é a manifestação clínica dessa infecção. Um exemplo clássico é o HIV: a pessoa pode viver com o vírus por anos sem desenvolver a aids, que é a fase da doença:
Rafael Ramos
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Testagem, PrEP, PEP e vacinação
A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é clara: a prevenção não depende de uma única ação. Além do uso do preservativo, a população deve recorrer à testagem rápida para HIV e outras ISTs, disponível gratuitamente nas unidades de saúde.
Outra estratégia é a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), indicada para pessoas que se consideram em maior risco de infecção pelo HIV. Já a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) deve ser usada em situações emergenciais, como rompimento do preservativo ou relação desprotegida, e precisa ser iniciada em até 72 horas após a exposição:
Rafael Ramos
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A prevenção também inclui a vacinação contra hepatite B e HPV, especialmente em adolescentes, protegendo contra infecções que podem evoluir silenciosamente e causar complicações graves, como câncer:
Rafael Ramos
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Carnaval, álcool e comportamentos de risco
Com a proximidade do Carnaval, o alerta se intensifica. O consumo excessivo de álcool e outras drogas pode reduzir a percepção de risco e favorecer práticas inseguras. O compartilhamento de objetos perfurocortantes, por exemplo, aumenta consideravelmente a chance de transmissão de HIV e hepatites.
Embora seja menos comum, até mesmo o beijo pode transmitir algumas ISTs, sobretudo quando há feridas ou lesões ativas na boca. Por isso, observar sinais no parceiro e manter cuidados básicos é fundamental:
Rafael Ramos
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Informação e cuidado quebram a cadeia de transmissão
A enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Karina Merlin, reforça que muitas ISTs podem permanecer assintomáticas por longos períodos, o que reforça a importância da testagem periódica e da atualização do cartão de vacinas:
Karina Merlin
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Identificar precocemente uma infecção não apenas garante o tratamento adequado, como também impede que o vírus ou bactéria continue se espalhando na comunidade:
Karina Merlin
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A mensagem dos profissionais é direta: prevenção combinada salva vidas e deve fazer parte da rotina, dentro e fora do Carnaval.

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