Aliança com a China e investimento bilionário prometem autossuficiência em vacinas no Brasil
O Brasil deu um passo decisivo para se consolidar como uma potência na produção de imunobiológicos. Ontem (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso do governo federal com a ciência, garantindo que não haverá cortes de recursos para pesquisas em saúde. O anúncio ocorreu durante o lançamento oficial do uso da vacina do Butantan contra a dengue, momento em que o presidente defendeu parcerias internacionais estratégicas, com destaque para a cooperação com a China, visando o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Parceria sino-brasileira para multiplicar a produção
Em um discurso focado no pragmatismo econômico e na soberania nacional, Lula justificou a aproximação com laboratórios chineses, como a WuXi Vaccines. O objetivo central é permitir a transferência de tecnologia para que o Brasil consiga suprir a demanda que ainda não suporta sozinho. Segundo o presidente, a escolha pela China não representa um afastamento de outras potências, como os Estados Unidos, mas sim uma busca pelo que é mais vantajoso para o país.
A expectativa é que essa união estratégica eleve a capacidade produtiva brasileira em até 30 vezes, garantindo que imunizantes essenciais cheguem com agilidade a toda a população.
Injeção de R$ 1,5 bilhão e novas tecnologias no Butantan
Além do foco na dengue, o governo federal anunciou um investimento massivo de R$ 1,5 bilhão destinado ao Instituto Butantan. O montante será aplicado na modernização da infraestrutura e no desenvolvimento de tecnologias de ponta, como o RNA mensageiro (mRNA).
Os recursos também serão direcionados para a fabricação própria do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina DTPa (difteria, tétano e coqueluche), a produção de imunizantes contra o HPV e a expansão da linha de soros. Essas medidas visam reduzir a dependência de importações e fortalecer o maior produtor de vacinas da América Latina.
Combate à desinformação e cronograma de vacinação
O início da imunização contra a dengue foca, inicialmente, em 1,2 milhão de profissionais da linha de frente do SUS. A expansão para o público de 15 a 59 anos está programada para o segundo semestre de 2026, respeitando o aumento gradual da produtividade do instituto.
Lula também aproveitou a oportunidade para criticar a propagação de notícias falsas sobre as vacinas. Ele convocou educadores, líderes religiosos e políticos a reforçarem a importância histórica da vacinação, ressaltando que imunizar-se é um ato de proteção da vida contra as adversidades da natureza. Com informações da Agência Brasil


