Pará de Minas não segue recomendação estadual para fechar academias e salões de beleza, mas mantém proibida venda de bebidas alcoólicas

O Município de Pará de Minas faz parte da macrorregião Oeste e está enquadrado na onda vermelha do Minas Consciente, como outras 11 macrorregiões do Estado. Isto é reflexo do número de casos suspeitos e confirmados, mortes em decorrência da Covid-19, alta taxa de incidência da doença e de leitos ocupados tanto no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) como no Hospital Municipal Padre Libério (HMPL).

Na semana passada o Estado recomendou aos municípios da macrorregião Oeste, que restringissem o funcionamento de alguns setores, como proibição de eventos de atrativos culturais e naturais; proibição de academias, clubes e salões de beleza; e alimentação em bares e restaurantes limitados até as 19 horas. após este horário somente por delivery, sem retirada no balcão.

Como o decreto municipal tem vigência até está segunda-feira, 7 de junho, o Comitê Gestor do Plano de Prevenção e Contingenciamento em Saúde da COVID-19 se reuniu nesta tarde para definir novas restrições ou flexibilizações. O Portal GRNEWS acompanhou ou encontro virtual, no qual os membros do comitê analisaram a atual situação da cidade.


De acordo com o prefeito Elias Diniz (PSD), no HMPL há leitos disponíveis, mas o HNSC segue com alta taxa de ocupação. O prefeito também se diz assustado com os números de casos confirmados, sendo 1.379 somente em maio, três vezes mais que o mês anterior.

Elias Diniz disse ainda que concorda com a fala do Papa Francisco, em que o brasileiro precisa de mais oração que bebida. Relatou, após ficar sabendo que paraminenses se dirigiram até outras cidades apenas para comprar bebidas alcoólicas a serem consumidas no feriado e fim de semana passados.

Um surto de Covid-19 foi registrado no Complexo Penitenciário Pio Canedo na semana passada. São 66 detentas isoladas e uma delas precisou ser internada no HNSC. Quatro presos estão sintomáticos, foram isolados e aguardam resultados de exames.

A associação que representa bares e restaurantes enviou um ofício ao Município sugerindo três ações para minimizar os impactos econômicos no setor, sendo a proibição de consumo de bebidas em locais públicos com aumento da fiscalização; limitação da quantidade vendida por pessoa, para evitar eventos clandestinos; e somente retirada no balcão ou por delivery.

A Referência Técnica da Secretaria Municipal de Saúde Ana Clara Teles Meytre também falou sobre a atual situação do município, com alta taxa de casos confirmados diariamente.

Foram várias sugestões feitas pelos integrantes, mas a maioria bate de frente com a fiscalização. O município está impedido de novas contratações devido a Lei 173, e por isso não é possível contratar fiscais para atuarem no enfrentamento ao novo coronavírus.

Esta falta de fiscalização também é assunto nas redes sociais. Muitos reclamam das filas nas portas de bancos e lotéricas, e também a aglomeração dentro dos ônibus.

Após várias declarações, os membros do comitê decidiram manter o atual decreto em vigência. Nele, a proibição da venda de bebidas alcoólicas em qualquer estabelecimento comercial da cidade, eventos de qualquer natureza e a prática de esportes coletivos.

A expectativa é que nova reunião aconteça até sexta-feira, 11 de junho, quando o Estado deve se posicionar se mantém a cidade na onda vermelha ou regride a macrorregião para a roxa, onde somente serviços essenciais podem ser mantidos abertos.

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