Pesquisadores avaliam projeto com métodos de vigilância e controle do Aedes em Pará de Minas

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

Teve início no mês de outubro em Pará de Minas, um projeto piloto do Ministério da Saúde e Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), custeado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas Gerais. O Município foi escolhido entre as 853 cidades mineiras para avaliar novos métodos de vigilância e controle do Aedes aegypti e Aedes albopictus, transmissores da Dengue, Zika e Febre Chikungunya.

Ascom/Prefeitura de Pará de Minas/Divulgação

Durante um ano e três meses, os profissionais destes órgãos realizarão monitoramento para coletar e analisar dados. Em outubro, eles fizeram um cronograma das ações que serão realizadas e a partir deste mês começam a instalar nas residências as armadilhas.

Como o Portal GRNEWS publicou em detalhes anteriormente, onde for encontrada a larva do mosquito, um inseticida será aplicado para matar todos os mosquitos. Em outras residências serão instaladas as armadilhas BG Gat que captura as fêmeas.

A coordenadora do estudo é a pesquisadora Ima Braga, especialista quando se trata de Aedes aegypti, já que é presidente da Rede Latino-americana de Controle de Vetores (RELCOV). Ela explica o que foi feito até agora pelos pesquisadores:


Ima Braga
imabragaestuddeng1

Nesta semana a equipe está sendo capacitada para o controle de vetores. Os dados das armadilhas são analisados semanalmente e onde há focos são aplicados os inseticidas. Em 15 dias as áreas que persistirem com o vetor, receberão novamente o Aero system.

Ima Braga destaca a importância deste projeto para traçar estratégias que poderão ser colocadas em prática no restante do estado:

Ascom/Prefeitura de Pará de Minas/Divulgação

Ima Braga
imabragaestuddeng2

Carolina Amaral é assessora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde e acompanha de perto o estudo realizado há pouco mais de um mês no município. Ela espera que das análises feitas, sejam encontradas fórmulas para ajudar a combater o Aedes e evitar a doença no estado e no restante do país:

Carolina Amaral
carolinaamaralestuddeng1

Ascom/Prefeitura de Pará de Minas/Divulgação

José Bento Pereira Lima é pesquisador há 30 anos e representa a Fiocruz no estudo e garante que este tipo de projeto ajuda a combater o mosquito sem a necessidade de agentes batendo porta em porta, pois nem sempre o proprietário do imóvel é encontrado. Estas ações são eficazes porém mais lentas e por isso as análises pretendem ajudar governos e população a eliminar de vez o Aedes aegypti e o Aedes albopictus:

Ascom/Prefeitura de Pará de Minas/Divulgação

José Bento Pereira Lima
josebentoestuddeng1

Quem coloca as armadilhas e aplica os inseticidas nas residências são os agentes de combate a endemias já conhecidos da população. Por isso fique de olho se quem bate à sua porta é aquele profissional já conhecido da rua e se ele está uniformizado e com crachá de identificação.

Portal GRNEWS © Todos os direitos reservados.

Don`t copy text!