Renovação na ALMG registra menor índice desde 2002

Índice de novos parlamentares fica em 31,2% para o próximo mandato na Assembleia

Panorama da renovação no Parlamento Mineiro
O resultado das urnas apuradas ontem (04) definiu a entrada de 24 novos deputados estaduais para a vigésima primeira legislatura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, com início marcado para o primeiro dia de fevereiro de 2027. O contingente de estreantes representa uma taxa de renovação de 31,2%, configurando o menor patamar observado nos últimos 24 anos, embora o número permaneça próximo ao percentual de 32,5% contabilizado no pleito de 2022. Do grupo de 68 parlamentares estaduais que buscaram a recondução ao cargo, 53 obtiveram sucesso, alcançando um índice de aproveitamento de quase 78%. As informações refletem os candidatos matematicamente eleitos, aguardando a homologação oficial da lista completa com os 77 nomes por parte do Tribunal Superior Eleitoral.

Movimentações e migração de mandatos
Além dos deputados focados na permanência na Casa, cinco integrantes da atual legislatura tentaram transição para a Câmara dos Deputados em Brasília. Desse grupo, quatro conseguiram a vitória: as parlamentares Bella Gonçalves e Lohanna, juntamente com os deputados Caporezzo e Cássio Soares. O candidato Carlos Pimenta não atingiu a votação exigida. No mesmo sentido, parlamentares optaram por não concorrer a novos cargos eletivos, destacando-se os nomes do presidente da ALMG, Tadeu Leite, e da deputada Ione Pinheiro, que assumirão posições como conselheiros do Tribunal de Contas do Estado após terem suas indicações aprovadas pelo Plenário da Assembleia. Outros dois deputados estaduais da legislatura vigente, Thiago Cota e Dalmo Ribeiro, preferiram não participar de nenhuma disputa eleitoral no período.

Retrospectiva histórica das eleições na Casa
A análise das estatísticas acumuladas ao longo das últimas duas décadas evidencia uma tendência de queda contínua nos índices de renovação das cadeiras legislativas estaduais. O pico do período foi registrado no ano de 2002, quando o índice de novos nomes atingiu 46,75%. A partir de então, as taxas oscilaram para 40,25% em 2006, 36,36% em 2010 e 33,77% em 2014. O indicador subiu pontualmente para 40,3% em 2018, voltou a recuar para 32,5% em 2022, e agora chega ao patamar atual de 31,2%. Com informações da Assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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