Excesso de açúcar na alimentação compromete o sistema imunológico e facilita infecções

O hábito de consumir açúcar está profundamente enraizado na rotina da população, registrando picos em épocas festivas e momentos de indulgência, a exemplo do período pascal. Contudo, a ingestão exacerbada desse ingrediente gera consequências que ultrapassam o aumento do peso corporal, prejudicando de forma direta o desempenho do sistema de defesa do organismo.

De acordo com as explicações de Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, níveis elevados de açúcar ingeridos têm a capacidade de interferir na capacidade de reação do corpo contra organismos infecciosos. A presença exagerada de glicose na corrente sanguínea guarda relação direta com o surgimento de estados inflamatórios e pode diminuir a eficácia das células protetoras, deixando o indivíduo mais exposto a quadros de infecção.

As diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde orientam que a ingestão de açúcares livres não deve ultrapassar a marca de 10% da quantidade total de calorias diárias, sendo indicado o teto de 5% para alcançar ganhos adicionais no bem-estar. Apesar das recomendações, a média consumida pelas pessoas costuma superar esses patamares, impulsionada de forma marcante pela presença de bebidas adoçadas e produtos ultraprocessados no cardápio diário.

Queda na eficiência das células de defesa e desequilíbrio intestinal
Pesquisas tradicionais do segmento imunológico demonstram que doses elevadas de açúcar chegam a diminuir temporariamente a atuação dos glóbulos brancos, responsáveis pela neutralização de bactérias e vírus. Essa queda de rendimento na proteção corporal pode ser registrada poucas horas após o consumo excessivo, afetando o tempo de resposta do organismo diante de ameaças.

Somado a isso, padrões alimentares carregados de açúcar favorecem o desequilíbrio da microbiota do intestino, estrutura crucial para a sustentação da imunidade. Segundo informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 70% das células do sistema imunológico possuem vínculo com a região intestinal, o que evidencia a forte ligação entre o que se ingere e os mecanismos de proteção do corpo.

Os efeitos danosos da ingestão exagerada também estão associados à maior probabilidade de desenvolvimento de condições crônicas, a exemplo do diabetes tipo 2 e da obesidade, quadros clínicos que fragilizam ainda mais o sistema imunológico no decorrer do tempo.

Importância do equilíbrio e hábitos saudáveis
A orientação apresentada pelos especialistas foca a manutenção de um padrão alimentar balanceado, pautado na moderação do açúcar e no aumento da presença de alimentos in natura na rotina. Além das escolhas no prato, fatores como boa hidratação, prática frequente de exercícios físicos e noites de sono reparadoras desempenham papel importante no fortalecimento das defesas.

Atentar-se às quantidades de açúcar ingeridas não exige uma proibição absoluta, mas sim a busca por bom senso. A estrutura corporal apresenta melhor rendimento quando há constância e moderação na rotina alimentar, sobretudo nos momentos do ano em que a oferta de doces se torna mais frequente. Com informações da Assessoria de Comunicação da Carnot Laboratórios.

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