Pará de Minas prioriza a economia e continua na Onda Verde mesmo com crescente de casos de COVID-19

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O cenário é preocupante e o que se vê nas ruas de Pará de Minas são lojas cheias, pessoas aglomeradas, inclusive dentro de ônibus, sem usar máscaras, muito menos mantendo distanciamento e higienizando as mãos. Dez meses após o início da pandemia, Pará de Minas bate recordes no numero de casos.

Nesta semana, chegou a 36 novos casos confirmados em apenas um dia. Uma situação que ninguém imaginava, já que o município estava conseguindo controlar o crescimento de casos frente à quantidade de leitos do Centro de Terapia Intensiva (CTI) disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Já são 1.045 casos confirmados, 5.735 suspeitos e 26 mortes em decorrência da COVID-19. Dois óbitos estão em investigação. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), em Pará de Minas a ocupação de leitos de enfermaria do SUS é de 76,79% nesta sexta-feira, 4 de dezembro. Deste total, 12,50% dos pacientes testou positivo para o novo coronavírus.

Nesta semana o plano Minas Consciente, como tem feito desde o início da pandemia, divulgou as orientações para cada macro e microrregião, baseado em dados e avaliações realizadas por técnicos do Governo de Minas.

Pela macrorregião Pará de Minas está enquadrada na Onda Amarela, porém pela micro, da qual é sede, na Verde, o que autoriza o funcionamento de quase tudo.

A cidade também tem em vigência o Decreto nº 11.358 de 1º de dezembro, que fez poucas alterações em relação ao anterior. Eventos podem continuar ser realizados em Pará de Minas desde que não ultrapassem 120 participantes.

Após o anúncio que metade de Minas Gerais regrediu no plano Minas Consciente, incluindo a macrorregião na qual Pará de Minas está inserida, a expectativa era que o município também fechasse alguns setores para tentar controlar a propagação do vírus.

Itaúna por exemplo, vive na pele as decisões tardias. É que recentemente uma das opções do município era ir para a Onda Vermelha segundo o Minas Consciente, onde apenas os serviços essenciais permanecem abertos. O Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Novo Coronavírus (COVID19) da cidade decidiu manter na Amarela, pela microrregião.

O resultado já é visível. Se em setembro a cidade contabilizava 531 contaminados, somados aos 650 em outubro e aos novos testes realizados em novembro, o último boletim mostra que 2.174 itaunenses foram diagnosticados com a doença e 31 morreram.

A situação por lá também está complicada em relação ao número de leitos ocupados, sendo, segundo a SES, 64,29%, e destes, 16,07% com COVID-19. Segundo o Minas Consciente, a macrorregião de Itaúna está na Onda Amarela e a micro na Vermelha.

Já em Pará de Minas que está na Amarela pela macro e na Verde pela microrregião, continuará tudo como está. Comércio totalmente aberto, parte da população acreditando que o vírus é político, e mais pessoas infectadas, e quem decide não se mostra preocupado com a saúde dos paraminenses e sim com a economia.

Ao Portal GRNEWS, o procurador geral do Município Hernando Fernandes da Silva afirmou que Pará de Minas continua na Onda Verde, já que a microrregião foi enquadrada nesta fase pelo Minas Consciente:


Hernando Fernandes da Silva

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Ainda segundo Hernando Fernandes, caso haja mudanças nos próximos dias, o Município pode revogar o decreto atual e entrar na Onda Amarela se for necessário:

Hernando Fernandes da Silva
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Na quarta-feira, 10 de dezembro, o governo estadual deve publicar atualizações a respeito dos enquadramentos dos municípios em cada onda do Minas Consciente.

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