O Brasil está sofrendo nas mãos de pessoas corruptas, declara vereador

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A Câmara dos Deputados, em Brasília, aprovou na madrugada da quarta-feira, 30 de novembro, em primeira votação, o pacote de medidas anticorrupção sugerido pelo Ministério Público Federal (MPF).

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A proposta nasceu através de um projeto de iniciativa popular. Tratado como as Dez Medidas Contra a Corrupção, o texto sofreu 12 alterações. Foram registrados 450 votos a favor, um contra e três abstenções.

O principal ponto que ameaçava a futura lei era uma emenda que anistiaria o crime de caixa 2, ou seja, a doação oculta e ilegal de recursos para campanha eleitoral. Caso fosse aprovada, ela poderia beneficiar principalmente políticos investigados pela Operação Lava Jato.

Os presidentes das casas legislativas, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) firmaram um acordo com o presidente Michel Temer (PMDB-SP), e impediram a aprovação da anistia.

Houve uma grande comoção entre milhares de brasileiros nas redes sociais e ocorreram alguns protestos em grandes cidades. Temer ameaçou vetar a medida se ela fosse aprovada pelo Poder Legislativo.

O assunto repercutiu no meio de político de Pará de Minas. Durante reunião da Câmara Municipal o vereador Geraldo Luiz Batista (PMN) fez uso da tribuna livre para abordar as questões levantadas.

Ele disse que o Brasil é um país democrático que está assistindo o Congresso Nacional votando uma vergonha, pois a grande maioria dos parlamentares estava legislando em favor próprio. O político repudiou a proposta:

Geraldo Luiz Batista
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O vereador paraminense ressaltou que a pressão da população através da internet, os meios de comunicação e os representantes da Polícia Federal e do Ministério Público que acabou com a tal anistia:

Geraldo Luiz Batista
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Ele também fez um contraste entre a vida de luxo do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e a situação lamentável que se encontra a população carioca por causa da falta de recursos:

Geraldo Luiz Batista
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Os procuradores federais da força-tarefa da Operação Lava Jato disseram que irão renunciar aos cargos dentro das investigações se o projeto aprovado na Câmara dos Deputados for aprovado no Senado Federal.

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