Uso de inseticidas está matando abelhas brasileiras, comprometendo a produção de mel e de frutas

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Uma nova pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), mostrou que um tipo de inseticida mesmo quando usado em doses não letais, tem encurtado o tempo de vida dos insetos em até 50%. Além disso a substância deixa o comportamento das operários lento o que compromete o funcionamento de toda a colônia.

O estudo comprovou que diversas espécies de abelhas têm desaparecido no mundo inteiro. No Brasil o fenômeno é acompanhado desde 2005 e de acordo com pesquisadores do Centro de Estudos de Insetos Sociais do Instituto de Biociências da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) está diretamente ligado ao uso de agrotóxicos. Ainda segundo a pesquisa, nenhuma doença é capaz de matar uma colmeia inteira em 24 horas, apenas inseticidas provocam isso.

Entre os ingredientes investigados a clotianidina que é um inseticida usado para controle de pragas nas culturas de algodão, feijão, milho e soja, e o fungicida piraclostrobina, que é usado para aplicação em folhas de plantação de grãos, frutas, legumes e vegetais.

Com a falta das abelhas as plantações são afetadas diretamente. O melão e a maçã por exemplo precisam dos insetos para polinização. Já as laranjas, se houve a abelha, a produção aumenta até 40%.

O extensionista da Emater Itamar José Ribeiro não acredita que haverá uma extinção das abelhas, mas se a quantidade destes insetos diminuir consideravelmente pode comprometer boa parte da produção agrícola do país:

Itamar José Ribeiro
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Segundo o extensionista é preciso ter alguns cuidados para equilibrar o uso de inseticidas. Por isso o agricultor deve prestar atenção ao produto utilizado e o horário de aplicação. Culturas de soja, milho e cana por exemplo dependem do uso intensivo de inseticidas. A contaminação das abelhas ocorre quando os agricultores não respeitam as margens de segurança mínima para aplicação destes defensivos:

Itamar José Ribeiro
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Com a diminuição da população de abelhas, entra em risco também a apicultura no país. Em 2016, último ano que teve levantamento de dados, o Brasil exportou mais de 24 mil toneladas de mel segundo o Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE) e faturou mais de R$470 milhões.

Perde também Pará de Minas. O mel produzido na cidade foi eleito o melhor do Brasil no 22º Congresso Brasileiro de Apicultores (CONBRAPI) realizado em Joinville e que reuniu cerca de três mil produtores de todo o país.

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