Comitê de crise gerenciará impactos da contaminação do Paraopeba e Pará de Minas pode adotar rodizio de abastecimento

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O anúncio foi feito pelo prefeito Elias Diniz (PSD) na manhã desta sexta-feira, 1º de fevereiro. Ele disse que todo o processo de contaminação da água do rio Paraopeba, de onde era captada até a noite de 29 de janeiro em Córrego do Barro, a água para abastecer o município vem sendo monitorado.

Além dos testes feitos a cada 15 minutos pela equipe da concessionária Águas de Pará de Minas, outros boletins emitidos por diversos órgãos sobre a água do manancial também são analisados constantemente pela gestão municipal.

Argumenta que a maior quantidade de rejeitos que atingiram o rio Paraopeba após o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho está acumulada no município de Mário Campos, na região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Os índices de contaminação da água do Paraopeba naquela região não são os mesmos detectados nas análises de amostras de água colhidas no trecho do rio em Córrego do Barro. Salienta que a população pode ficar tranquila, pois mesmo não constatando alteração durante os testes, a captação de água no Paraopeba foi suspensa preventivamente. Com isso o município vem sendo abastecido pela água captada no ribeirão Paciência, córrego do Paivas e poços artesianos.

Elias Diniz também reafirma que além dos cuidados necessários com a água que abastece a população paraminense na área urbana, a administração municipal também está acompanhando a situação dos ribeirinhos que residem na zona rural e dependem da água do rio Paraopeba em suas propriedades. Essa população ribeirinha poderá ser abastecida por carro-pipa.

Outro procedimento adotado pelo município foi confrontar o resultado da análise da água do rio Paraopeba. Vários órgãos captaram a água ao mesmo tempo para realizar os exames que está sendo confrontados:

Elias Diniz
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A gestão municipal também convidou uma fundação ligada a Universidade de Ouro Preto para realizar um estudo e apontar os impactos do rompimento da barragem em Burmadinho no município de Pará de Minas para que a Vale seja responsabilizada:

Elias Diniz
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O prefeito anunciou que a partir deste sábado (2) será instalado um comitê de crise para gerenciar os impactos no município resultantes da tragédia em Brumadinho:

Elias Diniz
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Importante destacar que mesmo a água do rio Paraopeba não tendo apresentado alterações até o momento no município de Pará de Minas, fica mantida a recomendação que ninguém deve utilizar a água bruta daquele manancial. A Polícia Militar de Meio Ambiente também recomenda que as pessoas mantenham uma distância de 100 metros da margem do rio.

Elias Diniz disse ainda que foram traçados planos estratégicos para garantir o abastecimento de água em Pará de Minas. O primeiro é utilizar a água do ribeirão Paciência e do córrego dos Paivas, com ajuda dos poços artesianos, o que deve ser suficiente. Caso não seja, existem outras opções:

Elias Diniz
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O fantasma do racionamento de água está de volta. O prefeito afirma que se a população consumir água acima do nível normal poderá ser adotado o rodizio de abastecimento em Pará de Minas:

Elias Diniz
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A população deve fazer uso consciente da água, evitando desperdícios, pois, o prefeito afirmou que o rodízio de abastecimento poderá ser adotado, caso seja registrado aumento expressivo do consumo de água além dos níveis normais conforme o monitoramento feito pela concessionária Águas de Pará de Minas.

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