Nova insulina do SUS já é distribuída em Pará de Minas

Medicamento começa a ser distribuído

A Secretaria Municipal de Saúde de Pará de Minas iniciou nesta quinta-feira (1º) a dispensação da insulina glargina nas farmácias municipais. O medicamento passa a ser oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos pacientes que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Nesta primeira fase, podem receber a insulina crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diagnóstico de diabetes tipo 1 e pessoas com mais de 70 anos que tenham diabetes tipo 1 ou tipo 2.

A inclusão da glargina na rede pública representa uma mudança no tratamento de parte dos pacientes que utilizam insulina, mas a substituição da NPH não ocorre automaticamente. A decisão precisa ser tomada pelo médico após a avaliação individual de cada paciente.

Transição depende de avaliação médica
O farmacêutico Guilherme Ferreira Menezes, da Farmácia Central, explica que a insulina glargina possui ação prolongada e atua como uma insulina basal, ajudando a manter o controle da glicemia durante o dia e também à noite.

Segundo ele, esse controle é importante para reduzir as possibilidades de complicações relacionadas ao diabetes mellitus.

“A insulina glargina é uma insulina de ação prolongada”, explica Guilherme.

O farmacêutico ressalta que a mudança da NPH para a glargina precisa seguir uma orientação médica e foi preparada pela Secretaria Municipal de Saúde para ocorrer de maneira organizada.

“Esse processo de transição seja realizado de forma gradual e segura para os pacientes”, destaca.

Divulgação/Prefeitura de Pará de Minas

Para que o paciente possa retirar o medicamento, é necessário apresentar prescrição médica atualizada. Também devem ser levados documentos pessoais com foto e CPF. No primeiro atendimento para utilização da glargina, é necessário apresentar ainda o relatório médico.

Profissionais receberam capacitação
A implantação da nova insulina também envolveu uma etapa de preparação dos profissionais da rede municipal. Durante o mês de setembro, médicos, enfermeiros, farmacêuticos e atendentes de farmácia participaram de capacitações sobre o medicamento e sobre a utilização da caneta reutilizável.

A preocupação é garantir que os profissionais estejam preparados não apenas para orientar sobre a nova insulina, mas também para auxiliar os pacientes durante a adaptação ao novo dispositivo e reduzir possíveis erros na administração.

Guilherme destaca que a capacitação envolveu diferentes profissionais justamente para que o processo de transição tenha acompanhamento adequado nas diversas etapas do atendimento.

A orientação começa no momento da prescrição e continua na farmácia, onde o paciente ou responsável receberá informações necessárias para a utilização correta do medicamento.

Uso da caneta exige orientação
A farmacêutica Luana Faria Cruz, que atua na Farmácia do AME e participou da capacitação, chama atenção para a importância do conhecimento técnico sobre o medicamento e sobre a caneta reutilizável.

Segundo ela, ampliar a preparação dos profissionais permite melhorar a orientação oferecida aos pacientes e contribuir para o uso racional da medicação.

“A gente visa em primeiro lugar a segurança do paciente”, afirma Luana.

A farmacêutica explica que podem ocorrer dificuldades durante a administração da insulina, incluindo problemas relacionados à dose e à montagem da caneta.

“Tem muitos erros envolvidos com a administração, às vezes erros de dose”, relata.

Divulgação/Prefeitura de Pará de Minas

Por isso, conhecer detalhadamente o funcionamento do dispositivo é considerado parte importante da preparação dos profissionais. Luana explica que o treinamento permite identificar previamente os principais problemas que podem ocorrer durante a utilização.

“Conhecendo melhor como que é a montagem da caneta, quais que são os principais erros que podem acontecer, a gente vai diminuir também os erros com o medicamento”, destaca.

Orientação ao paciente faz parte da mudança
Além de receber a prescrição, o paciente ou responsável terá contato com os profissionais das farmácias municipais para esclarecer dúvidas sobre o novo medicamento e sua utilização.

A capacitação realizada em setembro teve justamente esse objetivo: ampliar a capacidade técnica da equipe para que as orientações sejam transmitidas de maneira clara e possam ser compreendidas pelos usuários.

Luana destaca que o conhecimento adquirido pelos profissionais também contribui para que dúvidas sejam esclarecidas antes que o paciente utilize o medicamento sozinho.

“A gente pode tirar as dúvidas do paciente de forma que ele possa compreender e diminuir os erros da medicação”, explica.

Dessa forma, a implantação da insulina glargina envolve não apenas a disponibilização do medicamento, mas também a preparação da rede municipal para acompanhar a mudança de tratamento e orientar os usuários.

Divulgação/Prefeitura de Pará de Minas

Onde retirar a insulina glargina
A dispensação da insulina glargina está disponível nas farmácias polo do município, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), na Farmácia Central e na Farmácia do AME.

Neste momento, a única exceção é a Farmácia da UPA, que não realiza a dispensação da nova insulina.

Para iniciar a retirada, o paciente precisa estar dentro dos critérios definidos para esta primeira etapa e ter a prescrição médica atualizada. No primeiro uso, também deve apresentar o relatório médico, além dos documentos pessoais com foto e CPF.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que a transição da insulina NPH para a glargina seja feita somente após avaliação e prescrição médica, garantindo que a mudança esteja de acordo com a situação de cada paciente.

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