GRNEWS TV: Por que o diagnóstico de autismo aumentou tanto em Pará de Minas
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a gerente de Saúde Thaís Noronha e a coordenadora técnica Aline Gabriela de Oliveira, do Centro Especializado em Reabilitação, CER IV APAE de Pará de Minas, disseram que o atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) ganhou espaço expressivo nos serviços de reabilitação de Pará de Minas. Segundo Taís, profissional do setor, houve uma inversão no perfil dos pacientes atendidos pelo serviço, que inicialmente recebia principalmente pessoas com deficiência intelectual. Atualmente, os usuários com TEA são maioria.
A psicóloga Aline explicou que parte desse crescimento está relacionada à evolução dos critérios de diagnóstico. Com a atualização do DSM-5, diferentes condições que antes recebiam classificações separadas passaram a integrar o espectro autista, considerando características relacionadas à comunicação, interação social e padrões de comportamento.
Mais diagnósticos também na vida adulta
A ampliação do conhecimento sobre o autismo e o acesso às avaliações fizeram com que adultos também buscassem respostas para características percebidas ao longo da vida. Segundo Aline, muitas pessoas que não foram identificadas na infância passaram a procurar diagnóstico anos depois.
Ela também destacou que o tema deixou de ser tratado com o mesmo nível de tabu de décadas atrás. Famílias passaram a conhecer seus direitos e buscar inclusão escolar e social para seus filhos.
Demanda supera meta de atendimento
A estrutura de reabilitação intelectual do município tem meta ministerial de atender 200 pessoas por mês. Em 2026, entretanto, a média registrada está entre 780 e 800 atendimentos mensais.
O serviço realiza avaliações e oferece suporte de profissionais como médicos, assistente social e nutricionista. Entretanto, há dificuldades para ampliar determinadas especialidades, especialmente fonoaudiologia e terapia ocupacional, que apresentam filas maiores.
As participantes destacaram que a realidade reforça a necessidade de ampliar a capacidade de atendimento e compreender o autismo a partir de suas diferentes manifestações, favorecendo diagnóstico, inclusão e acompanhamento.
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