GRNEWS TV: Esclerose múltipla desafia preconceitos e revela sintomas que quase ninguém consegue enxergar

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Bianca Morais e Homar Assis, pessoas com Esclerose Múltipla e integrantes do Coletivo G35, que disseram que a perda total da independência é um dos mitos mais comuns sobre a esclerose múltipla. Durante a entrevista, os participantes explicaram que a evolução da doença varia de pessoa para pessoa e que muitos pacientes conseguem manter uma rotina ativa, desde que façam as adaptações necessárias.

Assis contou que, apesar das dificuldades de equilíbrio, continua praticando atividades físicas como musculação, hidroginástica, pilates e passeios de bicicleta. Segundo ele, algumas atividades precisaram ser deixadas de lado, como a corrida, mas a adaptação permitiu manter uma vida ativa e preservar a qualidade de vida.

Os sintomas que ninguém consegue ver
Bianca destacou que um dos maiores desafios enfrentados por quem convive com a esclerose múltipla é lidar com os chamados sintomas invisíveis. Entre eles estão a fadiga física e mental, formigamentos e outros desconfortos que não são percebidos pelas pessoas ao redor.

Ela explicou que é comum ouvir comentários de quem acredita que o paciente está totalmente recuperado apenas por vê-lo trabalhando, praticando exercícios ou participando de momentos de lazer. No entanto, ressaltou que é possível estar sorrindo ou realizando uma atividade enquanto ainda enfrenta sintomas provocados pela doença.

Compreensão faz diferença
Assis afirmou que explicar essas limitações nem sempre é fácil. Segundo ele, há dias em que o cansaço é intenso, mesmo sem qualquer sinal aparente. Situações simples da rotina podem se tornar mais difíceis, especialmente quando há fadiga.

O entrevistado também relatou que as condições climáticas influenciam diretamente no bem-estar. Em períodos de calor intenso, sente maior indisposição e redução da energia. Já no frio, percebe aumento da rigidez muscular. Essas alterações, explicou, fazem parte da convivência com a doença, embora sejam invisíveis para quem observa apenas a aparência.

Os participantes reforçaram que compreender essas limitações e respeitar as diferenças individuais é fundamental. A esclerose múltipla não se manifesta da mesma forma em todos os pacientes, e a adaptação da rotina é um dos principais caminhos para preservar a autonomia e a qualidade de vida.

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