Menopausa vai além dos calorões e engloba ansiedade, dores e insônia

Embora seja comumente resumida à interrupção das menstruações e às ondas de calor, a menopausa desencadeia alterações muito mais amplas e sutis no organismo. A transição hormonal pode impactar diretamente a rotina e a qualidade de vida das mulheres por meio de manifestações como insônia, irritabilidade, ansiedade, lapsos de memória, batedeiras no coração, dores nos músculos e nas articulações, diminuição do apetite sexual, ganho ponderal, ressecamento vaginal, infecções urinárias de repetição e mudanças na pele, na boca e na gengiva.

De acordo com a médica nutróloga Mariana Wogel, um dos entraves enfrentados é o fato de que muitas pacientes não relacionam tais manifestações ao período da menopausa, passando longos intervalos em desconforto sem a devida investigação clínica. A especialista destaca que nem todas as mulheres relatam o calor excessivo como sintoma principal, sendo frequente a busca por auxílio devido a um cansaço extremo, alterações de humor, dificuldades para dormir e transformações corporais que não conseguem compreender.

Os registros científicos da área da saúde confirmam que os sinais clássicos envolvem fogachos, sudorese noturna, distúrbios do sono e desconfortos geniturinários. Contudo, o quadro global engloba instabilidade emocional, sensação de névoa mental, perda de foco, acúmulo de gordura na região abdominal, alterações do metabolismo, baixa autoestima e complicações no sistema urinário.

Manifestações menos evidentes surpreendem pacientes
Entre os indícios menos conhecidos e que frequentemente pegam as mulheres de surpresa estão as dores articulares, palpitações cardíacas, coceiras pelo corpo, sensibilidade nos dentes, desconfortos gengivais e infecções de urina recorrentes. A literatura médica lista ainda sintomas psicológicos e somáticos como dores de cabeça, tonturas, sensações de formigamento, esquecimentos e queda no rendimento diário.

Mariana Wogel alerta para os riscos de tratar cada complicação de maneira isolada. A médica pontua que é comum a prescrição de medicamentos distintos para dormir, para a dor ou para a ansiedade sem que o cenário seja analisado de forma integral. A médica relata ter atendido recentemente uma paciente que lidava há tempos com dores corporais, desânimo e fadiga constante, tendo tratado apenas queixas pontuais sem receber uma avaliação voltada para a menopausa por não apresentar os tradicionais fogachos.

Início dos sinais na perimenopausa
Esses desconfortos podem se manifestar ainda na fase da perimenopausa, período em que os ciclos menstruais continuam ocorrendo, porém acompanhados por oscilações na produção hormonal. Dessa forma, mulheres na faixa dos 40 anos, ou mesmo em idades inferiores, podem vivenciar queda de memória, fadiga, ansiedade e mudanças físicas sem perceberem a aproximação da menopausa.

A médica nutróloga enfatiza que os reflexos dessas transformações ultrapassam o bem-estar físico, afetando a produtividade profissional, as relações pessoais e a autoestima. Conforme explica Mariana Wogel, muitas pacientes alimentam um sentimento de fracasso ou perda de disciplina, quando na verdade enfrentam uma oscilação hormonal concreta que exige avaliação médica criteriosa, sem banalização ou a ideia de que o sofrimento deve ser aceito sem suporte.

Importância da busca por avaliação médica
A orientação principal é buscar ajuda especializada assim que as manifestações passarem a comprometer as atividades diárias e o bem-estar geral. Mariana Wogel conclui que alterações persistentes no sono, na disposição, no humor e na percepção do próprio corpo exigem investigação adequada, reforçando que o processo de menopausa não deve ser vivenciado com desgaste silencioso. Com informações da Assessoria de Comunicação da médica nutróloga Mariana Wogel.

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