Exposição do consagrado fotógrafo Sebastião Salgado chega a Pará de Minas com acessibilidade e olhar sobre a Amazônia

Mostra reúne imagens marcantes da maior floresta tropical do mundo e amplia o acesso à arte para pessoas com deficiência visual

A Estação Cultural de Pará de Minas recebe, até o dia 20 de agosto, a exposição “Amazônia”, do consagrado fotógrafo mineiro Sebastião Salgado. A mostra foi aberta nesta segunda-feira (20) e marca o encerramento da temporada 2026 do projeto “Feche os Olhos e Veja”, iniciativa voltada à valorização da fotografia mineira e à democratização do acesso à cultura.

Promovido pela Associação Mídia Acessível (Midiace), com apoio da Prefeitura de Pará de Minas, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Comunicação Institucional, o projeto apresenta cerca de 12 fotografias produzidas durante expedições de Sebastião Salgado pela Amazônia, revelando paisagens, povos originários e reflexões sobre a preservação ambiental.

Divulgação/Prefeitura de Pará de Minas

Arte para todos com recursos de acessibilidade
Um dos principais diferenciais da exposição é o compromisso com a inclusão. Todas as imagens contam com recursos de audiodescrição acessados por QR Code, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão também possam apreciar as obras e construir sua própria experiência diante das fotografias.

Durante a abertura, a produtora cultural Graziela Luciano destacou que a acessibilidade foi pensada desde a concepção do projeto. Segundo ela, a expectativa é alcançar o maior número possível de visitantes, especialmente pessoas com deficiência visual, promovendo uma experiência cultural verdadeiramente inclusiva.

Ela ressaltou que iniciativas como essa precisam se tornar cada vez mais frequentes. Para Graziela, pensar a acessibilidade desde a elaboração dos projetos culturais representa um avanço importante na democratização da arte:

Graziela Luciano
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Divulgação/Prefeitura de Pará de Minas

Legado de Sebastião Salgado inspira reflexão
Ao comentar a importância da mostra, Graziela lembrou que Sebastião Salgado deixou um legado reconhecido mundialmente por retratar questões humanas, sociais e ambientais com sensibilidade e profundidade.

Segundo ela, a exposição convida o público a enxergar a Amazônia para além de sua exuberância natural, despertando reflexões sobre desafios como o desmatamento, a preservação do bioma e a valorização dos povos originários.

Ela afirmou que muitos brasileiros conhecem pouco sobre a Amazônia, apesar de ela representar um dos maiores patrimônios naturais do planeta. Para a produtora, observar esse território pelo olhar poético de Sebastião Salgado é uma oportunidade privilegiada de ampliar o conhecimento e fortalecer a consciência ambiental.

Graziela também enfatizou a importância de reconhecer e valorizar os povos indígenas, protagonistas de uma história marcada por resistência e profundas transformações ao longo dos séculos:

Graziela Luciano
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Secretaria destaca inclusão e democratização da cultura
O diretor da Estação Cultural, Higor Duarte, ressaltou que esta é a quinta exposição realizada dentro do projeto “Feche os Olhos e Veja” e classificou como motivo de orgulho receber em Pará de Minas uma mostra assinada por um dos maiores fotógrafos da história.

Segundo ele, a utilização da audiodescrição permite que pessoas com e sem deficiência visual compartilhem a mesma experiência artística, tornando a fotografia acessível a um público que normalmente encontra barreiras para participar desse tipo de exposição.

Divulgação/Prefeitura de Pará de Minas

Higor destacou ainda que a Secretaria Municipal de Cultura mantém um trabalho permanente voltado à acessibilidade arquitetônica e cultural, buscando ampliar o acesso da população às diversas manifestações artísticas:

Higor Duarte
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Visitação segue até agosto
A exposição permanece aberta ao público até 20 de agosto, na Estação Cultural de Pará de Minas. A visitação é gratuita e acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer uma pequena parte da obra de Sebastião Salgado e refletir sobre a riqueza da Amazônia, a preservação ambiental, os povos originários e a importância da inclusão no acesso à cultura.

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