GRNEWS TV: Feridas no seu gato podem ser sinal de doença que também ameaça seres humanos

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Oscar Leitão, médico-veterinário e Referência Técnica do Centro de Controle de Zoonoses São Francisco de Assis (CCZ), confirmou que a esporotricose tem preocupado médicos-veterinários e autoridades de saúde devido ao crescimento do número de casos em diversas regiões do país. A doença, causada por um fungo presente no ambiente, acomete principalmente os gatos e pode ser transmitida aos seres humanos por meio de arranhões, mordidas ou contato com secreções de animais infectados.

Gatos são os mais vulneráveis à infecção
Embora cães, coelhos, equinos e até aves possam desenvolver a doença, os felinos são os animais mais suscetíveis. O problema costuma surgir com pequenos nódulos ou inchaços avermelhados que evoluem para feridas abertas e de difícil cicatrização. Outro sinal bastante característico é o chamado “nariz de palhaço”, quando o focinho fica inchado, apresenta secreção e pode evoluir para lesões profundas.

Como os gatos costumam se lamber com frequência, o fungo acaba se espalhando para outras partes do corpo. Além disso, o hábito de circular livremente pelas ruas e de brigar com outros felinos favorece ainda mais a transmissão da doença.

Diagnóstico precoce aumenta as chances de recuperação
Ao perceber feridas persistentes, o tutor deve procurar atendimento veterinário e evitar o contato do animal com pessoas e outros pets até que o diagnóstico seja confirmado. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realiza a avaliação clínica dos casos suspeitos e encaminha amostras para análise laboratorial por meio de parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Tratamento exige disciplina e isolamento do animal
A esporotricose tem tratamento, mas a recuperação costuma ser demorada. Durante esse período, o gato deve permanecer isolado em ambiente seguro para impedir a transmissão do fungo. Atualmente, além dos medicamentos antifúngicos, clínicas veterinárias utilizam terapias complementares que auxiliam na cicatrização das lesões.

CCZ deve ser acionado em situações que representam risco à saúde pública
Especialistas reforçam que abandonar um animal doente não resolve o problema e ainda aumenta o risco de disseminação da doença. O CCZ deve ser procurado sempre que houver suspeita de zoonoses, como esporotricose, leishmaniose ou raiva, especialmente em animais de rua. A recomendação mais importante para prevenir a esporotricose continua sendo manter os gatos domiciliados, reduzindo o contato com animais infectados e com ambientes contaminados.

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