GRNEWS TV: Os sinais do luto que mostram quando é hora de pedir ajuda
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Janaína Medina, graduada em Psicologia, tanatóloga, autora, palestrante e CEO da Cuidar Assistência, falou que o processo de luto é único para cada pessoa e não segue um roteiro definido. Enquanto algumas conseguem ressignificar a perda em poucos meses, outras podem levar anos para reconstruir a própria rotina.
Especialista explica quando a dor da perda exige apoio psicológico
Segundo Janaína, compreender essa diferença é essencial para evitar julgamentos e identificar quando o sofrimento ultrapassa o esperado, exigindo ajuda profissional.
Ela explica que o primeiro ano costuma ser o período mais delicado, marcado pelas primeiras datas comemorativas sem a presença de quem partiu. Natal, Dia das Mães, Dia dos Pais e aniversários despertam lembranças intensas, mas, muitas vezes, a ansiedade começa dias antes. O sofrimento, segundo ela, frequentemente é antecipado pela expectativa de enfrentar momentos que antes eram compartilhados com aquela pessoa.
O luto não acontece de forma linear
Ao contrário do que muitos imaginam, o luto não evolui em linha reta. Há dias em que a pessoa sente que está conseguindo seguir em frente e outros em que a dor reaparece com a mesma intensidade do início. Esse movimento é considerado natural e pode ser ainda mais intenso em casos de mortes repentinas, como acidentes, quando não houve tempo para preparar emocionalmente a despedida.
Janaína destaca ainda que problemas pessoais já existentes podem potencializar o impacto da perda, fazendo com que o luto se torne ainda mais difícil de elaborar.
Quando é hora de procurar ajuda
Embora sentir saudade seja parte natural do processo, alguns sinais merecem atenção. Quando a pessoa deixa de cuidar da higiene, perde o apetite, não consegue dormir, abandona a rotina ou interrompe completamente suas atividades por um período prolongado, é recomendável buscar acompanhamento psicológico.
Outro comportamento que preocupa é o de quem aparenta estar bem o tempo todo e evita demonstrar qualquer emoção. Segundo Janaína, essa tentativa de esconder a dor pode apenas adiar o sofrimento, que tende a surgir de forma ainda mais intensa no futuro.
Ela lembra que a saudade nunca desaparece completamente. O amor por quem partiu permanece presente nas lembranças do cotidiano, mas aprender a conviver com essa ausência é um dos caminhos para reconstruir a vida com mais equilíbrio.
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