GRNEWS TV: A verdade sobre a poluição que ameaça os rios brasileiros
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, José Hermano Oliveira Franco, biólogo e presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Pará, afirmou que a preservação dos recursos hídricos depende de um equilíbrio entre crescimento econômico e responsabilidade ambiental. Especialistas destacam que o problema não está, necessariamente, no tamanho da propriedade ou da atividade produtiva, mas na forma como os recursos naturais são administrados. Muitos produtores rurais preservam nascentes, matas e cursos d’água, enquanto outros enxergam a terra apenas como um ativo financeiro, priorizando exclusivamente o retorno econômico.
Outro ponto de preocupação é o lançamento de esgoto e efluentes em rios e córregos. A contaminação dos mananciais compromete a qualidade da água, aumenta os custos de tratamento e gera impactos ambientais e sociais que atingem toda a população. Para especialistas, quem utiliza grandes volumes de água ou provoca maior impacto ambiental deve contribuir proporcionalmente para a preservação dos recursos hídricos.
Participação da sociedade fortalece a proteção das bacias
O modelo de cobrança pelo uso da água é considerado importante para financiar ações de recuperação ambiental e gestão das bacias hidrográficas. No entanto, ainda existem desafios relacionados aos valores arrecadados, à fiscalização e ao cumprimento das normas. A efetividade desse sistema depende de uma atuação firme do poder público e do envolvimento da sociedade.
Especialistas também defendem que os comitês de bacias hidrográficas tenham autonomia e recursos suficientes para executar projetos voltados à recuperação de nascentes, proteção das matas ciliares e melhoria da qualidade da água. Segundo eles, a preservação dos rios deve estar acima de disputas políticas, sendo tratada como uma prioridade permanente.
Outro alerta é que conflitos pelo uso da água já fazem parte da realidade em diversas regiões. À medida que a demanda cresce e a disponibilidade diminui, disputas pelo acesso ao recurso tendem a se intensificar. Por isso, planejamento, fiscalização, educação ambiental e participação popular são apontados como caminhos essenciais para garantir água em quantidade e qualidade para as próximas gerações.
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