GRNEWS TV: Saúde integral e acolhimento ainda desafiam atendimento à população LGBTQIAPN+

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Priscilla Messiane, psicóloga da UBS Baixo Santos Dumont e Thiago Jardim, coordenador adjunto do coletivo DiverCidade, disseram que a discussão sobre saúde integral tem ganhado cada vez mais espaço dentro da rede pública de atendimento. O conceito amplia a visão tradicional da saúde, que muitas vezes se limita ao tratamento de doenças físicas, e passa a considerar diversos fatores que influenciam a qualidade de vida das pessoas.

Na prática, a saúde integral envolve aspectos físicos, psicológicos, sociais e até mesmo as condições de acesso aos espaços urbanos, lazer, alimentação adequada e outros fatores que contribuem para o bem-estar. A proposta é enxergar o indivíduo de forma completa, valorizando estratégias de prevenção e promoção da saúde.

Política pública avançou, mas desafios persistem
No caso da população LGBTQIAPN+, existe uma política nacional específica criada em 2011 para orientar os serviços de saúde. Apesar dos avanços conquistados nos últimos anos, profissionais e representantes da comunidade apontam que ainda existem dificuldades relacionadas à humanização do atendimento.

Entre os principais obstáculos estão situações de preconceito e discriminação que podem afastar usuários dos serviços públicos de saúde. O desafio não se restringe às Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mas também envolve outros equipamentos da rede assistencial.

Fechamento de ambulatório ainda gera impactos
Outro tema debatido é o encerramento do ambulatório voltado à população LGBTQIAPN+ que funcionava em Pará de Minas. Segundo relatos, o espaço era visto como um ambiente de acolhimento, onde os usuários se sentiam mais seguros para buscar atendimento.

Embora os serviços tenham sido redistribuídos para outras unidades, integrantes da comunidade afirmam que a mudança provocou um certo distanciamento de parte dos usuários, que voltaram a enfrentar receios relacionados ao preconceito e à falta de identificação com os novos locais de atendimento.

Referência regional e debate sobre inclusão
Quando foi criado, o ambulatório chamou atenção por ser uma iniciativa considerada inovadora para uma cidade de porte médio do Centro-Oeste mineiro. A experiência foi vista como referência regional por oferecer atendimento especializado e um ambiente preparado para acolher demandas específicas da comunidade.

Ao mesmo tempo, especialistas destacam que existe um debate sobre a melhor forma de garantir inclusão. Enquanto alguns defendem espaços específicos por proporcionarem maior segurança, outros argumentam que toda a rede pública deve estar preparada para oferecer atendimento qualificado e livre de discriminação.

Necessidade de avanços na rede de saúde
Representantes da comunidade reconhecem a abertura para diálogos, eventos e ações educativas promovidas pelo município. No entanto, avaliam que ainda há um longo caminho para garantir atendimento plenamente humanizado.

Além das demandas específicas da população LGBTQIAPN+, também são apontados problemas que afetam toda a rede municipal, como filas para consultas, exames e atendimentos especializados, reforçando a necessidade de investimentos e melhorias estruturais no sistema de saúde.

Assista, deixe o like e se inscreva no canal GRNEWS TV no YouTube:

Portal GRNEWS © Todos os direitos reservados.

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!