Prefeito lança Orçamento Participativo 2026 e diz que voz da comunidade decidirá o futuro de Pará de Minas
A Prefeitura de Pará de Minas está resgatando uma ferramenta histórica de gestão democrática: o Orçamento Participativo (OP). O mecanismo, que marcou a administração municipal de Inácio Franco entre 2001 e 2006, retorna com o objetivo de aproximar o poder público dos cidadãos, permitindo que os próprios moradores definam onde os recursos do município devem ser aplicados prioritariamente.
Em entrevista coletiva concedida na Escola Municipal Mércia Maria da Silva Chaves, o prefeito Inácio Franco e o vice-prefeito Luiz Lima detalharam como funcionará essa nova etapa de escuta ativa. A proposta é que, por meio de plenárias em bairros e distritos, a população aponte e vote nas obras e serviços mais urgentes para suas localidades.

O exemplo concreto da Escola Mércia Maria da Silva Chaves
A escolha do local para o anúncio não foi por acaso. A Escola Municipal Mércia Maria da Silva Chaves é considerada um dos maiores símbolos da eficácia do OP no passado. Antes de sua construção, as crianças do bairro São Pedro enfrentavam condições precárias de ensino, dividindo salas improvisadas e pequenas no salão paroquial ou em casas alugadas.
“O prefeito está lá na prefeitura e não sabe os problemas que existem em cada bairro; quem sabe são as pessoas que moram neles”, afirmou Inácio Franco:
Inácio Franco
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A professora Elizeth das Graças Paulino relembrou as dificuldades da época, quando os alunos precisavam atravessar praças para merendar em outra instituição, pois o espaço improvisado não possuía cozinha. A escola foi a prioridade número um eleita pela comunidade na primeira reunião do OP em 2001 e entregue em 2003:

Elizeth das Graças Paulino
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Para a professora Rosilene Fernandes Silva, a mudança foi transformadora: “A população tem que vir mostrar suas dificuldades. O ganho é enorme para todos”:

Rosilene Fernandes Silva
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Como funcionará a nova etapa do Orçamento Participativo
A metodologia atual inclui uma fase de mobilização, com equipes percorrendo as ruas para realizar diagnósticos e pesquisas com as famílias. Segundo o Vice-prefeito Luiz Lima, o foco inicial será em territórios com maior vulnerabilidade social e carência de equipamentos públicos.
“A política só faz sentido quando nós envolvemos a população. O orçamento participativo é o momento de dar voz às pessoas”. — Luiz Lima, Vice-prefeito.

Diferente de um modelo de divisão estritamente igualitária de valores, o atendimento às demandas passará por critérios de viabilidade técnica, orçamento disponível e urgência social. O projeto “Nossa Voz, Nossa Cidade” busca criar uma cultura de participação cidadã que ultrapasse a simples solicitação de obras, abrangendo também melhorias em serviços como saúde, lazer e infraestrutura:
Luiz Lima
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Primeira plenária no bairro João Paulo II
O pontapé inicial das reuniões presenciais já tem data marcada. No dia 30 de abril, às 19 horas, os moradores do bairro João Paulo II e região estão convidados a participar da primeira assembleia plenária do OP 2026. O encontro ocorrerá na quadra poliesportiva do CMEI Professora Maria Constança Torres.
A expectativa da gestão é que a retomada do OP ajude a planejar a cidade para as próximas décadas, integrando as necessidades imediatas dos bairros a um plano diretor de longo prazo.
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