GRNEWS TV: Polícia Civil reforça acolhimento e cresce número de denúncias contra agressores de mulheres em Pará de Minas

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a delegada Ana Cristina de Oliveira Bicalho Leão e a escrivã Nathanny Sena, apresentaram dados preocupantes e falaram sobre a atuação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) na 3ª Delegacia Regional de Segurança Pública da Polícia Civil, sediada em Pará de Minas.

Atendimento humanizado incentiva vítimas a romper o silêncio
A Delegacia de Polícia Civil de Pará de Minas tem reforçado o atendimento humanizado às mulheres em situação de violência. Mesmo quando há dúvida se determinada conduta configura crime, a orientação é clara: procurar ajuda. O acolhimento e a escuta qualificada são considerados passos fundamentais para que a vítima compreenda seus direitos e decida como agir.

Entre as ocorrências mais frequentes estão as ameaças, que lideram os registros. Em muitos casos, durante discussões, o agressor parte para empurrões ou tapas, caracterizando vias de fato. Embora nem sempre deixem marcas graves, essas agressões configuram violência e não devem ser minimizadas.

Celular quebrado também é crime
Outro delito recorrente é o dano patrimonial. A quebra do telefone celular, por exemplo, aparece com frequência nos boletins. Movido por ciúmes ou desconfianças, o agressor exige acesso ao aparelho, força a abertura de senhas e, diante de suspeitas muitas vezes infundadas, destrói o objeto como forma de controle e intimidação.

Além disso, há situações de violência psicológica, em que o autor tenta desqualificar a vítima, ameaçando inclusive disputar a guarda dos filhos sob alegações de instabilidade emocional. Especialistas alertam que esse tipo de pressão faz parte de um ciclo de abuso que precisa ser interrompido.

Medidas protetivas crescem em 2026
Somente neste ano, até 27 de fevereiro, foram instaurados 49 procedimentos relacionados à violência doméstica, com 39 pedidos de medidas protetivas. Atualmente, cerca de 600 procedimentos tramitam na unidade policial. A média mensal gira em torno de 20 solicitações.

O aumento dos números, segundo as autoridades, reflete maior conscientização e divulgação dos canais de denúncia, como o 180 e o 181. Apesar de ainda existir subnotificação, a procura pela delegacia demonstra que mais mulheres estão decididas a romper o ciclo de agressões e buscar proteção legal.

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