Renda média dos brasileiros apresenta crescimento consistente e atingiu R$ 2.316 em 2025
A economia doméstica no Brasil demonstra sinais claros de recuperação e fôlego. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados recentemente pelo IBGE, o rendimento domiciliar per capita no país alcançou a marca de R$ 2.316 no último ano. O montante reflete uma trajetória ascendente iniciada após o período pandêmico, superando os R$ 2.069 registrados em 2024 e os R$ 1.893 contabilizados em 2023.
Este indicador é fundamental para o planejamento estatal, pois serve de base para o cálculo dos repasses do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), conforme determina a legislação vigente. O cálculo abrange tanto os ganhos provenientes do trabalho quanto de outras fontes, dividindo o total nominal pelo número de moradores de cada residência, incluindo pensionistas e funcionários domésticos.
Disparidade regional e liderança do Distrito Federal
Embora o crescimento seja nacional, a realidade financeira entre as unidades da federação ainda apresenta contrastes acentuados. O Distrito Federal mantém a posição de maior rendimento do país, com uma média de R$ 4.538 — valor que chega a ser quase quatro vezes superior ao registrado no Maranhão, que ocupa a base da lista com R$ 1.219.
Ao todo, nove estados e o DF conseguiram superar a média nacional de R$ 2.316. No topo do ranking, destacam-se:
São Paulo: R$ 2.956
Rio Grande do Sul: R$ 2.839
Santa Catarina: R$ 2.809
Rio de Janeiro: R$ 2.794
Paraná: R$ 2.762
Outros estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso também figuram no grupo que ultrapassou a linha média do país, consolidando um cinturão de rendimentos mais elevados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Consolidação metodológica após a pandemia
A divulgação dos dados de 2025 marca também a plena normalização das estatísticas do IBGE. Entre 2020 e 2022, o órgão precisou adaptar suas coletas devido às restrições de isolamento social, o que impactou o aproveitamento das entrevistas presenciais. Naqueles anos, o instituto utilizou a quinta visita aos domicílios como base para os cálculos, buscando minimizar perdas de informação.
A partir de 2023, com o retorno dos entrevistadores às ruas e a recuperação dos níveis de amostragem, o IBGE retomou o padrão técnico da “primeira visita”. Este retorno à metodologia tradicional garante maior precisão no acompanhamento das flutuações da força de trabalho e no estudo do desenvolvimento socioeconômico brasileiro.
Entenda o impacto nos repasses públicos
Além de medir o bolso do cidadão, esses números têm um papel técnico vital. O rendimento per capita é o fator utilizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para definir as quotas do FPE. Estados com rendimentos menores costumam ter um peso maior no recebimento desses recursos, visando equilibrar o desenvolvimento regional.
Os valores de 2025 foram obtidos através de um acumulado das visitas realizadas nos quatro trimestres do ano, considerando os rendimentos brutos efetivamente recebidos pelos moradores no mês de referência da pesquisa. Com informações da Agência Brasil

