Ciência mineira lidera pesquisa estratégica para frear a letalidade da febre maculosa

A febre maculosa brasileira (FMB) representa um dos maiores desafios epidemiológicos do Sudeste do país, com taxas de mortalidade que ultrapassam assustadores 50%. Diante da gravidade desse cenário, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) deu início a um estudo de vanguarda que promete transformar a forma como o Sistema Único de Saúde (SUS) identifica e trata a enfermidade. O projeto, coordenado pela pesquisadora Sílvia Oloris, foca em desvendar os mecanismos biológicos da doença para superar obstáculos históricos no diagnóstico precoce.

Causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida principalmente pelo carrapato-estrela (Amblyomma sculptum), a febre maculosa é conhecida por sua evolução extremamente rápida e sintomas iniciais que podem ser facilmente confundidos com outras doenças. Essa imprecisão inicial é fatal, tornando o estudo da resposta inflamatória dos pacientes uma prioridade para a saúde pública.

Tecnologia de ponta no combate ao carrapato-estrela
A pesquisa, viabilizada com recursos da Fapemig por meio do programa PPSUS, utilizará uma infraestrutura laboratorial de nível internacional situada em Minas Gerais. Entre as ferramentas de alta tecnologia empregadas estão espectrômetros de massa de alta resolução e microscopia confocal de última geração, essenciais para analisar as proteínas e a morfologia da infecção.

O objetivo central é realizar uma análise proteômica e imunológica profunda. “A possibilidade de caracterizar os perfis clínicos e imunológicos é de extrema relevância, dada a progressão célere da doença e sua alta letalidade”, afirma Sílvia Oloris. Ao entender como o corpo reage à bactéria em nível molecular, a ciência espera fornecer subsídios para que médicos do SUS consigam intervir antes que o quadro se torne irreversível.

Cooperação institucional em prol da saúde pública
O avanço deste estudo não é um esforço isolado. A Funed conta com a colaboração técnica do Instituto Octávio Magalhães e de especialistas da Universidade de São Paulo (USP). Essa união entre instituições de prestígio visa qualificar o atendimento no sistema público, garantindo que a gestão da saúde seja baseada em evidências científicas sólidas.

Com a caracterização detalhada da resposta inflamatória, o projeto pretende não apenas salvar vidas por meio de diagnósticos mais precisos, mas também otimizar a gestão compartilhada em saúde no estado, fortalecendo a rede de proteção contra doenças transmitidas por vetores. Com informações da Agência Minas

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!