GRNEWS TV: Violência contra mulheres exige reação imediata da sociedade, alerta psicóloga
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Andréa Moreira, psicóloga e presidente da Associação Por Elas, abordou ações em defesa da mulher em Pará de Minas e Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.
Números que chocam e não podem ser ignorados
A psicóloga Andréa Moreira trouxe dados que revelam a gravidade da violência no país. Segundo ela, a média diária é de 196 casos de estupro no Brasil, enquanto cerca de quatro mulheres são assassinadas todos os dias. Para Andréa, não se trata apenas de estatística, mas de vidas interrompidas em silêncio enquanto a sociedade segue sua rotina.
A omissão como parte do problema
A especialista alertou que o maior erro diante desse cenário é a omissão. Demonstrar tristeza ou indignação momentânea não é suficiente se não houver atitude concreta. Ela relatou que, em Pará de Minas, praticamente não passa uma semana sem que atenda casos de violência sexual ou física envolvendo meninas e mulheres, inclusive crianças. Para Andréa, o mal-estar causado por essas histórias precisa ser transformado em ação coletiva.
Cobrança por políticas públicas e acolhimento
Andréa Moreira defendeu que a sociedade deve pressionar os poderes público federal, estadual e municipal por políticas efetivas de enfrentamento à violência. Segundo ela, faltam recursos para estruturar e manter iniciativas essenciais, como casas de acolhimento. A proposta da Casa da Mulher Segura, por exemplo, vai além da proteção imediata, oferecendo qualificação profissional, grupos terapêuticos e autonomia econômica, mas depende de apoio contínuo do setor público e privado.
Educação e mudança cultural desde a infância
A psicóloga destacou que o ciclo da violência começa cedo, dentro de casa, quando agressões e desrespeito são naturalizados diante das crianças. Por isso, defende que o debate sobre consentimento, respeito e igualdade de gênero seja trabalhado desde a infância. Para ela, é fundamental ensinar que o “não” deve ser respeitado e que nenhum homem tem direito de violar o corpo de uma mulher.
O poder do voto e da escolha consciente
Em ano eleitoral, Andréa Moreira reforçou que a transformação também passa pelas urnas. Ela incentivou o eleitor a refletir sobre quem escolhe para representá-lo, avaliando valores, propostas e coerência. Para a psicóloga, exigir mudanças é um dever coletivo, porque a violência só será enfrentada quando deixar de ser invisibilizada e passar a ser combatida de forma permanente.
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